Em junho de 2023, uma cobra com veneno capaz de matar humanos foi capturada numa casa em São José, na Grande Florianópolis. Com 1,80 m, a serpente da espécie Jararacuçu estava no telhado e foi retirada por bombeiros.
Segunda maior espécie de cobra venenosa no Brasil, ele mede até 2,2 metros e só fica atrás da Surucucu pico-de-jaca. Seu veneno pode provocar insuficiência circulatória e respiratória, hemorragia intracerebral e falência renal. Ela também existe em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
Em maio de 2022, um menino de 6 anos foi picado por uma Cobra-Coral Verdadeira, em Nova Trento, também na região metropolitana de Florianópolis (SC). Ele foi mordido após movimentar uma caixa, perto de casa. E levado de helicóptero ao pronto-socorro.
A cobra-coral verdadeira é encontrada no Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Acre, Maranhão, Tocantins, Rondônia, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.
Essa cobra é considerada a mais venenosa do Brasil. Sua toxina ataca o sistema nervoso e se espalha rapidamente pelo corpo. O socorro tem que ser imediato.
Também em 2022, uma jararaca foi encontrada numa estufa no campus de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa (MG). A cobra, uma das mais venenosas no Brasil, tinha 1,5 metro de comprimento, foi retirada por bombeiros e levada para uma mata nativa.
Em Cascavel, no Paraná, uma jararaca entrou no Centro de Educação Básica para Jovens e Adultos
Em Luziânia, no entorno do Distrito Federal, um filhote de jararaca entrou na máquina de lavar de uma casa e a moradora se assustou quando foi mexer nas roupas.
Em Belém, no Pará, uma sucuri apareceu no ralo do banheiro de uma casa. Um homem com luva e um pedaço de pau mexe na serpente, que vai embora pelo cano da residência.
Em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha (MG), uma serpente de 1,5 metro da espécie caninana apareceu na área urbana, escondida num galpão de uma empresa de andaimes.
Em outubro de 2022, uma jiboia apareceu num apartamento em Santa Teresa, na Região Central do Rio de Janeiro.
Descobriu-se que o vizinho criava o animal, que tinha até nome: Sofia. Ele retirou a serpente de lá.
Existem cerca de 400 espécies de cobras no Brasil, sendo 63 peçonhentas. Veja as 10 mais venenosas, além das citadas cobra-coral verdadeira e jararacuçu.
Surucucu pico-de-jaca - Encontrada na Amazônia e na Mata Atlântica (da Paraíba até o Rio de Janeiro. É a maior cobra venenosa da América, podendo chegar a três metros de comprimento. Ela tem manchas pretas em formato de losangos. A ponta da causa tem escamas e a extremidade que faz lembrar um espinho. Seu veneno causa hemorragias
Cascavel - Encontrada em todo o Brasil, menos no Acre. Possui um chocalho na cauda e o número de anéis no guizo revela a quantidade de trocas de pele da cobra. Seu veneno afeta o sistema circulatório.
Jararaca-de-Alcatrazes - Encontrada em São Paulo. Mede apenas cerca de 50 cm de comprimento, mas seu veneno é considerado 10 vezes mais forte se comparado a outras espécies de jararacas . A toxina causa paralisia nervosa na vítima.
Jararaca-Ilhoa - Essa espécie é encontrada apenas na Ilha da Queimada Grande, em São Paulo. O veneno dessa cobra é extremamente tóxico, mas afeta com mais gravidade as aves do que os mamíferos.
Jararaca-Cruzeira - Encontrada em Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pode medir até 1,15 metro de comprimento. Tem tonalidades cinza e marrom com manchas triangulares no corpo. Seu veneno causa dor aguda, vômitos e desmaios.
Caiçara - Encontrada no sudoeste brasileiro. É considerada uma das cobras mais agressivas do Brasil. Seu bote é rápido e pode alcançar as partes superiores do corpo da vítima. Seu veneno pode destruir fibras musculares e tecidos da pessoa picada.
Cobra Cotiara - Encontrada no Sul e em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. É muito agressiva e ataca facilmente. Tem porte médio, com desenhos de trapézio, barriga preta e coloração castanha ou esverdeada. Em geral, se alimentar de mamíferos. O veneno dela causa necrose no local da picada.
Urutu Cruzeiro - Encontrada em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo. Tem manchas ao longo do corpo em formato de ferraduras.É muito rápida e agressiva. O local da picada fica necrosado. O ditado 'A urutu quando não mata aleija' é muito disseminado nas regiões onde ela é encontrada.
Jararaca-Verde - Encontrada no Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Espírito Santo, Rondônia e Roraima. Fica em árvores, camuflada, e morde a parte de cima dos animais. Mede até 1 metro e come aves e mamíferos. Seu veneno causa sangramentos, hematomas e perda de consciência. A foto foi feita na Bahia pelo herpetólogo Renato Gaiga, nas aventuras pelo Terra da Gente.
Em caso de mordida de cobra, não use torniquete, pois há risco de necrose e até amputação. Não se deve cortar o local, fazer perfurações ou sucção; o local da picada deve ser lavado com água e sabão; a vítima deve ser levada o mais rápido possível ao hospital.
Chame os bombeiros. Se possível, tente identificar a serpente (pode ser por foto) para que os especialistas possam definir o soro ideal a ser aplicado.