México - O México tornou-se nesta sexta-feira (27/3) o primeiro país em desenvolvimento a apresentar seus objetivos para a cúpula do clima das Nações Unidas em dezembro, comprometendo-se a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa a partir de 2026.
Segunda maior economia da América Latina, o México segue os passos de Suíça, Noruega e União Europeia na apresentação dos compromissos que os países devem tornar público até o próximo 31 de março e que serão a base do esperado acordo da cúpula global sobre o clima em Paris (COP21).
A estratégia do governo mexicano considera que suas emissões líquidas alcancem seu pico em 2026 e, em seguida, comecem a cair, o que deve levar a uma redução de 51% das emissões de carbono e 22% dos gases de efeito estufa para 2030.
"É uma meta ambiciosa, mas unindo forças (...) estamos convencidos de que seremos capazes de alcançá-la" afirmou o ministro do Meio Ambiente mexicano, Juan Jose Guerra, em entrevista coletiva.
O funcionário disse que estes são os objetivos não condicionados que o México pretende conseguir "com independência do apoio financeiro e transferência de tecnologia" do exterior.
Olhando para a conferência de Paris, os países devem anunciar compromissos para reduzir as emissões globais em 40 a 70% até 2050, uma necessidade de limitar a 2 C; o aumento da temperatura global.
O governo dos Estados Unidos aplaudiu o México por ser a primeira grande economia emergente a apresentar o que chamou de "contribuição intencional determinada a nível nacional", dizendo que é "um exemplo para o resto do mundo".
Após o anúncio, os presidentes do México, Enrique Peña Nieto, e dos Estados Unidos, Barack Obama, salientaram "a importância de incluir conjuntamente a questão climática em suas economias integradas", de acordo com uma declaração conjunta de ambos os governos.
Os dois vizinhos, parceiros com o Canadá desde 1994 no Acordo de Livre Comércio da América do Norte, lançarão um grupo de trabalho bilateral sobre energia limpa e política ambiental.
O grupo irá realizar sua primeira reunião durante os próximos três meses para aprofundar a coordenação política e regulatória em áreas como energia elétrica e promoção de veículos não poluentes com maior eficiência de combustível.
Segundo dados da Agência Internacional de Energia de 2014, o México (118 milhões de habitantes) emite 1,37% das emissões globais de CO2, um dos gases culpados pela mudança climática.