
A família de Ester Silva, de 14 anos, vítima do primeiro feminicídio registrado no Distrito Federal em 2026, pede ajuda para custear as despesas do enterro da adolescente. Ester foi morta na madrugada de domingo (18/1), dentro do apartamento onde morava, em Planaltina, em um crime que chocou moradores da região e mobilizou forças de segurança.
Segundo familiares, os custos iniciais com a funerária ultrapassam R$ 15 mil, valor que a mãe da adolescente não tem condições de arcar sozinha. Diante da situação, parentes e amigos passaram a divulgar uma campanha solidária nas redes sociais para arrecadar recursos e garantir um sepultamento digno à jovem.
Em um vídeo publicado na internet, a amiga da família, Denise Fonseca, relatou o momento de dor vivido desde a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML) até os trâmites com a funerária. Abalada, ela afirmou que a mãe de Ester está emocionalmente fragilizada e sem condições de lidar sozinha com os custos e a burocracia após a perda da filha.
“Ela não consegue nem falar. Só na funerária ficou mais de R$15 mil. Amanhã, ainda, vamos resolver a questão do jazigo no Campo da Esperança (Asa Sul). Qualquer valor ajuda”, disse Denise, ao pedir apoio da população.
A arrecadação está sendo feita por meio de transferência via Pix, em nome da avó da vítima, Sandra Cristina Araujo Amador Silva, pela chave CPF 665.037.521-72. Amigos reforçam que qualquer quantia pode contribuir para ajudar a família neste momento de luto.
Enquanto aguardam o avanço das investigações, familiares e amigos se mobilizam para garantir que a menina tenha uma despedida digna. “A Ester era como uma filha para mim. Conheço a mãe dela há mais de 20 anos. Agora é hora de união e solidariedade”, afirmou Denise.
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Ester Silva foi encontrada morta dentro de casa, com sinais de violência no pescoço e no rosto, na madrugada desse domingo (18/1), em Planaltina. O principal suspeito do crime é o companheiro da mãe da adolescente, identificado como Marlon Carvalhedo da Rocha, que foi preso pela Polícia Militar (PMDF) pouco tempo após o ocorrido. O caso é investigado pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) como feminicídio, e a principal linha de apuração é a de tentativa de estupro seguida de morte.

Cidades DF
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