justiça

Nunes Marques manda apurar com urgência canal "Exército do Lula"

Presidente do TSE pediu análise sobre circulação de conteúdos em outras plataformas e possível atuação coordenada para disseminá-los

 1ª Coletiva do Ministro Kassio Nunes Marques no TSE - 04.10.2026 -  (crédito:   Luiz Roberto/TSE)
1ª Coletiva do Ministro Kassio Nunes Marques no TSE - 04.10.2026 - (crédito: Luiz Roberto/TSE)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação da Corte apure, “com máxima urgência”, a circulação dos conteúdos relacionados ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Em despacho assinado no domingo (11/10), o ministro pediu informações sobre a disseminação de mensagens idênticas ou semelhantes em outras plataformas e uma possível atuação coordenada para divulgá-las.

A equipe técnica também deverá informar quais providências adotou e apresentar elementos que ajudem a avaliar eventuais riscos à integridade do processo eleitoral. O despacho não conclui que houve disseminação coordenada, mas solicita informações para subsidiar a análise do caso.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

"Solicita-se, especialmente, que a unidade informe se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação", escreveu o ministro no documento.

Leia mais

  • Cabo de guerra entre ministros do TSE em torno de canal de Lula

  • O que se sabe sobre o vaivém de decisões da Justiça Eleitoral sobre o canal de WhatsApp 'Exército de Lula'

  • Canal de Janones atinge 3 milhões de seguidores e inicia campanha digital

A determinação ocorre em meio ao embate no TSE sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e usado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa presidencial, acionou a Corte sob a alegação de que o espaço dissemina conteúdos desinformativos e ofensivos.

Decisões conflitantes 

No domingo (11), Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal em até três horas após a notificação do WhatsApp, em decisão favorável ao pedido da campanha de Flávio.

A ordem foi revertida pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que restabeleceu o canal. Cueva considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar a suspensão e apontou a necessidade de observar as competências dos integrantes da Corte.

  • Google Discover Icon
postado em 12/10/2026 11:45 / atualizado em 12/10/2026 12:05
x