NO CENTRO DE BH

Manifestantes em BH pedem prisão de Bolsonaro em ato contra anistia

Manifestantes se reuniram na Praça da Independência e de lá partiram em protesto até a Praça da Estação, onde o ato se concentra

Manifestação em BH contra anistia aos condenados do 8 de janeiro  -  (crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press)
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Manifestação em BH contra anistia aos condenados do 8 de janeiro - (crédito: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Convocado por entidades de classe, movimentos sociais e partidos políticos, manifestantes fazem neste domingo, em Belo Horizonte, um ato pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de todos os envolvidos na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro. O protesto acontece na véspera do data em que o golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil completa 61 anos.  

Os manifestantes se reuniram na Praça da Independência, recém inaugurada pela Prefeitura de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, e de lá partiram em protesto até a Praça da Estação, onde o ato vai se concentrar.

Portando faixas e cartazes, os manifestantes pedem a prisão do ex-presidente, declarado réu esta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado. Durante a manifestação, um boneco com uma máscara do Bolsonaro foi enjaulado em um cela construída de canos. O boneco é conduzido por duas pessoas usando máscaras dos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Os dois votaram a favor de tornar réu o ex-presidente. Nenhum parlamentar participa do ato.

Júnia Lage Decaux Guerra, 58 anos, dona de casa, era quem portava a máscara de Carmem Lúcia. “É uma homenagem à ministra que falou a coisa mais certa: ditadura mata”, disse. Durante seu voto no julgamento de Bolsonaro, a ministra afirmou que “ditadura mata. Ditadura vive da morte, não apenas da sociedade, da democracia, mas de seres humanos de carne e osso”.

Com máscara com a face de Moraes, o advogado Hélio Rodrigues dos Santos, 59 anos, disse que a fantasia “é uma forma de demonstrar apoio popular ao ministro e ao STF para que todos golpistas sejam punidos”. Ela também criticou os projetos de anistia aos envolvidos na tentativa de golpe. “Não pode haver impunidade”. Tramitam no Congresso Nacional, onze projetos de lei concedendo anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. São sete em tramitação na Câmara dos Deputados e quatro no Senado.

Os manifestantes também pedem o fim da escala 6x1 e a aprovação pelo Congresso Nacional do projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reduzir a cobrança do Imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês e aumentar a taxação de quem recebe acima de 600 mil por ano.

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Relembre o caso

No dia 8 de janeiro de 2023, um domingo, manifestantes reunidos em Brasília contra a eleição de Lula depredaram as sedes dos Três Poderes. O STF interpretou o ato como uma tentativa de derrubar o governo eleito e já condenou centenas de participantes.

Nesta semana, Jair Bolsonaro se tornou réu por participação nos atos. Militares e ex-ministros também foram indiciados, sendo apontados como o núcleo central da tentativa de golpe. Eles respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado.

AM
postado em 30/03/2025 16:52 / atualizado em 30/03/2025 16:52