
O advogado da deputada federal Carla Zambelli (PL), Daniel Bialski, deve se reunir nesta quinta-feira (27/3) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para solicitar a absolvição da deputada. Em caso alternativo, a defesa deve fazer um novo pedido de vista, para suspender mais uma vez o julgamento.
Paralisado nesta semana após pedido do ministro da Corte, Kassio Nunes Marques, o julgamento poderá ser retomado em até 90 dias. Até o momento, os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli votaram pela condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão.
O ministro Fachin, no entanto, ainda não votou. O advogado da deputada, portanto, deverá despachar com o ministro ainda hoje, na sede do STF, conforme a agenda do magistrado.
Entenda o caso
Nas vésperas das eleições presidenciais de 2022, no dia 29 de outubro, após uma abordagem que um apoiador de Lula fez à Zambelli, deu-se início a uma perseguição. Com uma arma na mão apontada para o homem, a deputada bolsonarista o seguiu até um bar e que ele se deitasse no chão.
Na última terça-feira (25/3), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. que a deputada “tirou o mandato” dele após o ocorrido.
“Aquela imagem da Carla Zambelli da forma que foi usada, perseguindo o cara lá. Teve gente [que pensou]: ‘Olha, o Bolsonaro defende o armamento’. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. Carla Zambelli tirou o mandato da gente”, disse Bolsonaro.