A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, informou durante coletiva de imprensa, neste sábado (4/2), que está sendo observado a saída de garimpeiros da terra indígena dos Ianomâmis. “Muitos garimpeiros estão saindo, mas é bom que saiam mesmo. Porque assim a gente até diminui a operação que precisa ser feita. Retirar 20 mil garimpeiros demoraria um tempinho. Se eles saem sem precisar dessa força de segurança, das forças policiais, é melhor para todo mundo”, disse.
A ministra viajou para Roraima para acompanhar de perto a situação do povo ianomâmi. Segundo ela, os governos do estado e federal estão executando um plano de retirada de garimpeiros, inclusive prevendo transporte para fora da região. A preocupação com a saída deles é para evitar que, ao deixar a terra ianomâmi, o garimpo ocupe outros territórios indígenas.
Sonia também anunciou que a base aérea de Surucucu será reativada e um hospital de campanha será instalado no território Ianomâmi como medidas emergenciais para melhorar a assistência de saúde do grupo. “É preciso o Estado se fazer presente e assumir as responsabilidades por essas ações”.
Sônia quer que o hospital seja um polo para atendimento em outras áreas. “Para sair dessa situação de emergência de saúde, é preciso combater a raiz, que é o garimpo ilegal. Não é possível, 30 mil indígenas ianomâmis convivendo com 20 mil garimpeiros dentro do seu território”, disse Guajajara aos jornalistas.
Saiba Mais
O hospital de campanha, que ainda não tem previsão de quando começará a ser construído, e a base aérea de Surucucu são duas ferramentas para evitar que tantos indígenas tenham que ser removidos e levados para capital do estado, Boa Vista. Em janeiro, 223 pacientes foram retirados do território Ianomâmi, com quadros de desnutrição, malária e pneumonia.
Outras medidas anunciadas são a construção de poços artesianos e estrutura de cisterna para captação da água da chuva, além de um sistema de comunicação dentro das aldeias, tanto para facilitar a comunicação das equipes de saúde, como para os próprios indígenas.
Para o governo, o momento é de sistematização “de equipes, recursos, necessidades, quantos indígenas ainda estão no território precisando de atendimento”, mas garante que ainda virão medidas a médio e longo prazo.
“Aqui no estado não há nenhuma autorização para exploração de minério, então tudo que é garimpo que está no território ianomâmi é considerado ilegal. Portanto, precisam ser retirados imediatamente”, pontuou.
Cobertura do Correio Braziliense
Quer ficar por dentro sobre as principais notícias do Brasil e do mundo? Siga o Correio Braziliense nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, no TikTok e no YouTube. Acompanhe!
Notícias no celular
O formato de distribuição de notícias do Correio Braziliense pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Correio, clique no link abaixo e entre na comunidade:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Caso tenha alguma dificuldade ao acessar o link, basta adicionar o número (61) 99555-2589 na sua lista de contatos.
Notícias pelo celular
Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.
Dê a sua opinião
O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.