O candidato ao Planalto Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta quinta-feira (15/9) que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que pleiteia a reeleição, "explora o medo da população" ao defender o porte e a posse de armas de fogo em sua campanha. Segundo o ex-governador do Ceará, o chefe do Executivo tira a responsabilidade de combater a violência do Estado e coloca nos cidadãos, e prometeu que, se eleito, vai "transformar em federal" o combate ao crime organizado.
"O Bolsonaro explora uma coisa que é verdadeira: o nosso povo está com medo. Quem manda na periferia do Brasil hoje não é mais o governo, não é mais juiz, não é mais delegado de polícia. Acredite, na periferia do Brasil em Recife, em Fortaleza, no Rio de Janeiro, em São Paulo, quem manda são as facções criminosas ", disse o candidato, em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.
Saiba Mais
Ciro foi questionado, durante a entrevista, sobre a fala repetida pelo atual presidente, de que "o povo armado jamais será escravizado". A pauta do acesso a armas de fogo pela população é uma das principais bandeiras defendidas por Bolsonaro, que flexibilizou sua aquisição, registro e porte por meio de decretos durante o mandato.
"Como o Bolsonaro é um espertalhão, ele sabe que o povo está com medo", afirmou ainda Ciro. "E aí, explorando o medo, ele traz essa mentira criminosa de que a defesa social, de que a proteção da segurança do povo é individual de cada um", completou.
Eu vou transformar em federal – por tanto, minha responsabilidade – o enfrentamento do crime organizado e das facções. Vamos livrar a periferia do Brasil desse flagelo terrorista que as facções criminosas têm feito.
— Ciro Gomes 12 (@cirogomes) September 15, 2022
"Encher o saco de quem tiver paciência para me ouvir"
O presidenciável também falou sobre como pretende aprovar as medidas do seu programa de governo no Congresso Nacional caso seja eleito. "A minha proposta é essa que eu acabei de dizer: encher o saco de quem tiver paciência para me ouvir, mostrando as propostas e pedindo: 'se você vota em mim, vote nas minhas ideias'", disse Ciro. "Por quê? Isso diminui a distância entre um presidente que quer reformar e um Congresso que tende a ser reativo, parte dele por corrupção, mas parte dele porque eu já disse, pela fisiologia, pela necessidade de sobrevivência dos deputados, que eu respeito e tenho sensibilidade", completou.
Ciro passa o dia em Recife, Pernambuco, e sua agenda de campanha inclui um encontro com militantes e candidatos do PDT na cidade, na parte da manhã, entrevistas à imprensa e uma visita no Porto Digital, um dos maiores parques tecnológicos do país.
Saiba Mais
- Política Eleições 2022: Vantagem de Lula é mais folgada ou mais apertada? Por que pesquisas dão resultados diferentes
- Política Seis em cada dez brasileiros têm medo de ser agredidos por causa de política, diz pesquisa
- Política Pesquisa Brasmarket: 52,5% dos eleitores rejeitam votar em Lula
- Política TSE nega direito de resposta a Alckmin em propaganda de Bolsonaro
Notícias pelo celular
Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.
Dê a sua opinião
O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.