GUERRA NO LESTE EUROPEU

Rússia lança campanha de recrutamento militar para alistar 160 mil jovens

A campanha para recrutar militares acontece duas vezes ao ano, na primavera e no outono boreais

O exército garante que os novos recrutas não serão enviados à Ucrânia, país atacado pelas forças russas desde fevereiro de 2022

 -  (crédito: Handout / Dnipropetrovsk Regional Military Administration / AFP)
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O exército garante que os novos recrutas não serão enviados à Ucrânia, país atacado pelas forças russas desde fevereiro de 2022 - (crédito: Handout / Dnipropetrovsk Regional Military Administration / AFP)

A Rússia vai lançar sua campanha de recrutamento militar para alistar 160 mil jovens entre 18 e 30 anos, um número superior ao dos dois anos anteriores, segundo um decreto assinado pelo presidente, Vladimir Putin, nesta segunda-feira (31/3).

O exército garante que os novos recrutas não serão enviados à Ucrânia, país atacado pelas forças russas desde fevereiro de 2022. 

A campanha para recrutar militares acontece duas vezes ao ano, na primavera e no outono boreais. A convocação deste ano começará na terça-feira, de acordo com o decreto assinado nesta segunda. 

O texto prevê que "160.000" cidadãos russos entre 18 e 30 anos de idade sejam convocados entre 1º de abril e 15 de julho deste ano.  

Na campanha, normalmente lançada em abril, 150.000 recrutas foram convocados em 2024 e 147.000 em 2023, de acordo com a agência de notícias estatal Tass.  

"A próxima campanha de alistamento não tem nada a ver com a operação militar especial na Ucrânia", afirmou o Ministério da Defesa russo em comunicado, utilizando o termo próprio para se referir à invasão naquele país.  

Uma autoridade do Estado-Maior, o vice-almirante Vladimir Tsimlianski, afirmou ainda que os recrutas não participarão de "tarefas de operações especiais". 

Em 2023, a Rússia aprovou uma lei que altera de 27 para 30 anos o limite de idade para o serviço militar obrigatório. 

A invasão da Ucrânia levou as autoridades russas a ordenar a mobilização de mais de 300.000 pessoas até o final de 2022. Desde então, muitos russos deixaram o país por medo de serem convocados.  

Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um cessar-fogo, que Kiev aceitou sob pressão de Washington. Mas Putin fechou as portas para uma trégua incondicional e imediata, aceitando apenas uma moratória muito limitada, sem efeitos reais sobre os combates. 

A Rússia, que continua no controle do campo de batalha apesar das grandes baixas, é acusada de querer ganhar tempo para aproveitar sua posição e tomar mais territórios. 

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AF
postado em 31/03/2025 14:57 / atualizado em 31/03/2025 14:57