França

Marine Le Pen, líder da direita radical francesa e presidenciável, é condenada e pode ficar inelegível

Le Pen foi acusada, juntamente com mais de 20 outros altos funcionários de seu partido, de contratar assistentes que trabalhavam nos assuntos da agremiação e não para o Parlamento Europeu, que os pagava.

Marine Le Pen, líder da direita radical francesa e presidenciável, é condenada e pode ficar inelegível -  (crédito: BBC Geral)
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Marine Le Pen, líder da direita radical francesa e presidenciável, é condenada e pode ficar inelegível - (crédito: BBC Geral)

Marine Le Pen, líder da direita radical na França, foi considerada culpada de se apropriar indevidamente de fundos europeus para financiar seu partido de extrema direita, o Reunião Nacional (RN), em um caso que pode fazer com que ela seja impedida de concorrer às eleições presidenciais de 2027.

Le Pen foi acusada, juntamente com mais de 20 outras altas lideranças do partido, de contratar assistentes que trabalhavam nos assuntos do RN e não para o Parlamento Europeu, que os pagava.

"Foi estabelecido que todas essas pessoas estavam realmente trabalhando para o partido, que seu legislador (da UE) não lhes havia dado nenhuma tarefa", disse a juíza Benedicte de Perthuis ao tribunal.

"As investigações também mostraram que não se tratava de erros administrativos (...) mas de desvio de dinheiro dentro da estrutura de um sistema implementado para reduzir os custos do partido."

Le Pen, que estava sentada na primeira fila do tribunal, balançou a cabeça em sinal de descontentamento enquanto a juíza falava, segundo a agência de notícias Reuters.

Durante o julgamento no ano passado, Le Pen negou ter cometido "qualquer irregularidade".

No ano passado, promotores disseram que a punição de Le Pen não deveria ser apenas uma multa de 300 mil euros (cerca de R$ 1,9 milhão) e uma pena de prisão, mas também a impossibilidade de concorrer a cargos públicos por cinco anos.

Ainda não foi definida a sentença. A leitura do veredito, que começou pouco antes das 12h (7h do Brasil), poderia levar até duas horas.

Os juízes também poderiam decidir não impor a inelegibilidade automática com sua condenação, o que a deixaria livre para se candidatar em 2027 durante um processo de apelação.

O tribunal também poderia conceder a ela um período mais curto de inelegibilidade automática - digamos, um ano - possibilitando que ela se candidate.

Le Pen, que já concorreu três vezes à Presidência da França e perdeu as últimas duas para o atual presidente, Emmanuel Macron, é apontada por muitas pesquisas de opinião como favorita para a eleição presidencial de 2027.

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BBC
Laura Gozzi - BBC News
postado em 31/03/2025 07:20 / atualizado em 31/03/2025 20:53