GRÉCIA

Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto na Grécia

Protestos marcam os dois anos da maior tragédia ferroviária da Grécia, que deixou 57 mortos

Manifestantes atrás das cercas jogam coquetéis molotov contra a polícia de choque       -  (crédito: Angelos Tzortzinis/AFP)
x
Manifestantes atrás das cercas jogam coquetéis molotov contra a polícia de choque - (crédito: Angelos Tzortzinis/AFP)

Manifestantes atiraram coquetéis molotov contra a polícia nesta sexta-feira (28/2), em Atenas, durante protesto que marca dos dois anos da maior tragédia ferroviária da Grécia, que deixou 57 mortos em 28 de fevereiro de 2023. Mais de 325 mil pessoas, de acordo com a polícia, marcharam por todo o país.

Os sindicatos convocaram uma greve geral de 24 horas nos setores público e privado que afetará principalmente os transportes. Trens, balsas, ônibus, bondes e táxis ficarão quase parados enquanto vários voos foram cancelados.

Veja as fotos:

  • A polícia de choque protege-se dos cocktails molotov lançados pelos manifestantes
    A polícia de choque protege-se dos cocktails molotov lançados pelos manifestantes Aris MESSINIS/AFP
  • Um manifestante segura um cartaz que diz
    Um manifestante segura um cartaz que diz "A Grécia está a matar os seus filhos" Angelos Tzortzinis/AFP
  • Pessoas reúnem-se em frente ao parlamento grego enquanto participam num comício no âmbito de uma greve geral convocada pelos sindicatos para assinalar o 2º aniversário da pior tragédia ferroviária do país
    Pessoas reúnem-se em frente ao parlamento grego enquanto participam num comício no âmbito de uma greve geral convocada pelos sindicatos para assinalar o 2º aniversário da pior tragédia ferroviária do país Angelos Tzortzinis/AFP
  • Manifestantes por trás das barricadas atiram coquetéis molotov contra a tropa de choque
    Manifestantes por trás das barricadas atiram coquetéis molotov contra a tropa de choque Aris MESSINIS/AFP
  • Manifestantes atravessam cercas durante confrontos com a polícia de choque
    Manifestantes atravessam cercas durante confrontos com a polícia de choque Angelos Tzortzinis/AFP

Há exatos dois anos, dois trens colidiram perto de um túnel nas proximidades da cidade de Lárissa. Com a colisão, dois vagões ficaram esmagados e um terceiro pegou fogo com as pessoas bloqueadas dentro.

primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o acidente ocorreu por "um trágico erro humano". No entanto, a investigação segue sem conclusão e ninguém foi condenado pelo desastre.

"A Grécia está a matar os seus filhos" e "quantas outras vidas" foram algumas das mensagens estampadas em cartazes dos manifestantes que se concentraram em frente ao parlamento grego.

"Queremos que a justiça seja feita", gritou o manifestante Dimitris Korovesis, 16 anos, enquanto os gregos exigiam respostas sobre as causas da colisão frontal entre dois trens.

A marcha em Atenas foi pontuada por confrontos que deixaram cinco pessoas feridas, de acordo com os serviços de emergência. Pedras e coquetéis molotov foram atirados contra as forças de segurança, que responderam com gás lacrimogêneo.

Com informações da AFP*

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

 

Aline Gouveia
postado em 28/02/2025 11:52 / atualizado em 28/02/2025 11:56