A Justiça mexicana ordenou neste sábado (21) a prisão preventiva do ex-procurador-geral Jesús Murillo Karam, responsável pelas questionadas investigações sobre o desaparecimento forçado de 43 estudantes em 2014, um dia depois de ser capturado.
A "prisão preventiva justificada" do ex-funcionário foi imposta "para garantir seu comparecimento na audiência" na próxima quarta-feira, onde será determinado se será processado por acusações relacionadas com o chamado caso Ayotzinapa, detalhou fonte judicial.
"Se estiver ligado ao processo, no seu caso, será definida a medida cautelar em vigor para o andamento do processo", acrescentou a mesma fonte.
Murillo Karam foi preso na sexta-feira em sua casa em um bairro exclusivo da Cidade do México por "desaparecimento forçado, tortura e crimes contra a administração da justiça", detalhou a Procuradoria Geral da República (FGR).
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Este é o ex-funcionário de mais alto escalão detido pelo desaparecimento de estudantes normalistas, ocorrido no estado de Guerrero (sul).
A ordem do juiz veio após quase 12 horas de uma audiência inicial realizada em um tribunal localizado na prisão onde Murillo será detido. Na sessão, ele foi notificado dos motivos de sua prisão e a promotoria argumentou suas acusações.
Procurador-Geral durante o governo do presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018), Murillo Karam tornou-se um peso-pesado do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México por 71 anos ininterruptos até dezembro de 2000.
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