A Etiópia afirmou nesta quarta-feira (7/4) que está decidida a continuar o projeto de uma grande barragem no Nilo, apesar da disputa com o Egito e o Sudão.
Os ministros das Relações Exteriores dos três países encerraram na terça-feira (6/4), sem acordo, três dias de negociações em Kinshasa sob a mediação do chefe de Estado congolês Félix Tshisekedi, atual presidente da União Africana (UA).
As conversas devem ser retomadas antes do fim do mês, informaram fonte diplomáticas etíopes.
O ministro etíope das Águas, Seleshi Bekele, declarou nesta quarta-feira que o país continuará a encher o reservatório de 74 bilhões de metros cúbicos da barragem durante a próxima estação de chuvas, que está prevista para começar em junho ou julho.
"O processo está acontecendo", disse o ministro em entrevista coletiva. "Não vamos renunciar de forma alguma", completou.
A Etiópia anunciou em 2020 que havia completado a primeira fase das operações de enchimento, atingindo a meta de 4,9 bilhões de m3, o que permite testar as duas primeiras turbinas da barragem. O país pretende atingir outros 13,5 bilhões de m3 este ano.
A Grande Represa do Renascimento (GERD, na sigla em inglês) foi construída no noroeste da Etiópia, perto da fronteira com o Sudão, sobre o Nilo Azul, que se une ao Nilo Branco em Cartum, a capital sudanesa, para formar o Nilo.
O local é uma fonte de tensão entre os três países desde o início da obra em abril de 2011.
Egito e Sudão queriam alcançar um acordo trilateral sobre a exploração da barragem antes do início do enchimento. Mas a Etiópia afirma que o processo não pode ser atrasado.
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