
A Universidade de Brasília (UnB) suspendeu por mais 60 dias o estudante de história e youtuber Wilker Leão, conhecido por gravar aulas sem autorização de professores e postar no YouTube para causar tumulto e ganhar dinheiro com as visualizações. A decisão, assinada pela reitora, Rozana Naves, nesta segunda-feira (24/3), início do primeiro semestre letivo de 2025, afasta o aluno de todas as disciplinas nas quais estava matriculado, além de o impedir de frequentar as dependências da instituição. O youtuber terá 10 dias para se manifestar.
Em dezembro de 2024, Wilker já havia sido afastado por 60 dias das disciplinas história do Brasil 1 e história da África. As confusões causadas pelo estudante na UnB começaram em agosto do ano passado, quando uma professora registrou boletim de ocorrência acusando o influenciador de gravar as aulas e postar trechos fora de contexto. Em setembro, ele foi acusado de vazar dados pessoais de colegas da universidade e de incentivar seus seguidores a praticarem invasões e agressões contra os estudantes.
Após a primeira suspensão, Wilker expôs nas redes sociais a indignação, dizendo que estaria sendo perseguido. “(O processo) foi feito, sem sequer me dar direito ao contraditório e ampla defesa. Eu não tive o direito de poder falar dentro do processo e sequer tomar ciência do que estou sendo acusado”, relatou.
De acordo com a UnB, foi adotada nova medida de suspensão temporária, respeitando a legislação e o andamento processual. “A Universidade de Brasília comunica que, no âmbito de processo disciplinar em curso, foi adotada medida cautelar de suspensão temporária do discente Wilker Leão de Sá, conforme previsto na legislação vigente e com fundamento nos princípios da legalidade, da proteção da comunidade acadêmica e do regular andamento processual. Ressaltamos que todas as decisões seguem rigorosamente os preceitos do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”, afirma a instituição, em nota.
A universidade ainda acrescenta: “Por se tratar de processo sigiloso ainda em tramitação, a Universidade de Brasília não se manifestará sobre o mérito ou detalhes adicionais do caso."