
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB) anunciou nesta quinta-feira (20/3) o fechamento por tempo indeterminado, a partir das 18h. A paralisação se dá devido à greve dos servidores técnico-administrativos da universidade, aprovada em assembleia geral do sindicato da categoria (Sintfub) no último dia 11 de fevereiro.
A biblioteca informou, em aviso publicado no Instagram, que permanecerá fechada em apoio ao movimento “pelo cumprimento efetivo da transição em julgado que garante o pagamento da parcela de 26,05% na remuneração dos servidores” — pauta da greve que começou nesta quinta. O comunicado salienta que “multas não serão cobradas no período”.
Ao Correio, a UnB enviou uma nota em que afirma reconhecer e respeitar “o direito de greve dos servidores técnicos da instituição”, além de manter “diálogo com a categoria”. A instituição confirma que as datas do calendário acadêmico permanecem as mesmas, com início do primeiro semestre letivo deste ano na segunda-feira (24/3).
“Da mesma forma, estão mantidos os serviços essenciais, como pagamentos (incluindo folha de pagamento, bolsas, benefícios e auxílios, e repasses às empresas prestadoras de serviços); segurança patrimonial; laboratórios de pesquisa que tratem de alimentação e o bem-estar de animais, plantas e culturas, e manutenção de criogenia; e continuidade dos programas de assistência estudantil”, esclareceu.
A reportagem tentou contato com a equipe da BCE, mas, até o momento de publicação desta matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
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Entenda detalhes da paralisação
A greve aprovada pelo Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) faz parte de mobilização pelo cumprimento efetivo da sentença relativa a pagamento do índice de 26,05% do salário aos trabalhadores — pago desde 1989 e por diversas vezes ameaçado.
Trata-se de absorção do percentual em salários devido a reajustes concedidos àqueles que ingressaram na categoria até o trânsito em julgado de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2024 — ou seja, quando a decisão pelo pagamento se tornou definitiva e passou a não poder ser recorrida ou alterada. Desde 2019, o valor estaria congelado.
Confira publicação da BCE:
Confira íntegra de nota da UnB:
“A UnB reconhece e respeita o direito de greve dos servidores técnicos da instituição e mantém diálogo com a categoria.
Informamos que o calendário acadêmico está mantido, com início do primeiro semestre letivo em 24 de março.
Da mesma forma, estão mantidos os serviços essenciais, como pagamentos (incluindo folha de pagamento, bolsas, benefícios e auxílios, e repasses às empresas prestadoras de serviços); segurança patrimonial; laboratórios de pesquisa que tratem de alimentação e o bem-estar de animais, plantas e culturas, e manutenção de criogenia; e continuidade dos programas de assistência estudantil.”