NOVIDADES

CNU: sistema de "bolinhas" será trocado por código de barras na 2ª edição

Outra mudança anunciada pelo governo federal é que nesta segunda edição do CNU haverá apenas um edital de abertura para todos os blocos temáticos

Raphaela Peixoto
postado em 31/03/2025 17:17 / atualizado em 31/03/2025 17:21
Candidatos na primeira edição do CNU -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Candidatos na primeira edição do CNU - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) contará com ajustes baseados nas lições aprendidas durante a primeira versão do certame, conforme anunciado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos nesta segunda-feira (31/3). As novas regras serão detalhadas no edital único do CPNU 2.

Uma das principais mudanças será a substituição do sistema de "bolinhas" para o preenchimento dos cartões de resposta por um código de barras que identificará automaticamente o candidato. Segundo o MGI, o novo sistema funcionará da seguinte maneira: cada caderno de questões terá um código único, que identificará o candidato sem revelar dados pessoais aos corretores.

"Não será o nome ou número de inscrição, mas a máquina conseguirá ler e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa", explicou a ministra. Esse processo será especialmente útil em blocos com questões embaralhadas, onde diferentes versões da prova são aplicadas na mesma sala. A expectativa é der que a tecnologia, já testada em outros concursos, acelere também a correção e a divulgação dos resultados.

De acordo com a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, a adoção do código de barras garantirá que cada prova seja vinculada de forma exclusiva ao candidato, eliminando o risco de "confusão", como ocorreu na primeira edição do concurso.

No cartão de respostas do CNU da primeira edição, os candidatos precisavam, além de assinar e deixar a impressão digital, indicar qual era o caderno de prova e o tipo de gabarito que receberam. A prova oferecia três gabaritos distintos, que apresentavam a ordem das questões de forma diferente. Embora essas orientações estivessem mencionadas nas instruções, muitos candidatos não completaram todos os campos de identificação no cartão de respostas.

Um dia depois da aplicação da prova, em 18 de agosto, o Ministério da Gestão, responsável pelo CNU, informou que decidiu eliminar os candidatos que não preencheram toda a identificação do cartão de respostas. Isso inclui, por exemplo, quem não marcou o número do caderno de prova no gabarito.

Em novembro, três meses após a aplicação das provas do CNU, a Justiça determinou que o governo federal anulasse a eliminação de candidatos que não haviam preenchido integralmente o campo de identificação no cartão de respostas. Com a decisão, esses participantes foram reintegrados à seleção, o que levou ao adiamento da divulgação da lista de aprovados e provocou alterações no cronograma original do concurso.

Edital único

Diferentemente da primeira edição, que contou com oito documentos separados, o edital agora será unificado para todos os blocos temáticos. As provas da segunda edição do denominado "Enem dos concursos" ocorrerão no segundo semestre, conforme informou o Ministério da Gestão.

Além disso, nesta edição, serão oferecidas vagas para novas carreiras, com a inclusão de duas funções transversais: analista técnico de justiça e defesa e analista técnico de desenvolvimento socioeconômico.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação