
A organização Educafro Brasil ingressou com ação civil pública contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) buscando responsabilização por "omissão" na luta contra o racismo no futebol. A ação também é baseado em uma recente declaração do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que disse que a Copa Libertadores sem a participação de clubes brasileiros seria "como Tarzan sem a Chita".
Segundo a Educafro, a CBF e a Conmebol têm sido "omissas e coniventes com o racismo no futebol, aplicando punições brandas e não adotando medidas eficazes para prevenir e reprimir atos racistas". A ação civil pública foi protocolada na sexta-feira (21/3), Dia Internacional contra a Discriminação Racial.
“A CBF tem sido omissa na qualificação do combate antirracista. Ainda, entendemos que todas as endades
de cada país filiado são corresponsáveis pelos acertos ou erros da Conmebol. Como o racismo tem acontecido de forma recorrente e sistemáca contra o futebol brasileiro, estamos convictos de que a CBF é responsável e deve assumir sua culpa na reparação do dano”, afirmou o frei David Santos, diretor-execuvo da Educafro Brasil.
A organização busca indenização de 20% do faturamento bruto anual dessas entidades, correspondente a R$ 750 milhões por danos morais coletivos causados contra a comunidade afro-brasileira, a ser destinada ao fundo de reconstuição dos bens lesados, além de exigir que a Conmbeol defina um representante legal no Brasil.
Nas redes sociais, a Conmebol afirmou que "está comprometida com a luta contra o racismo, a discriminação e qualquer ato de violência, dentro e fora dos estádios de futebol". Já a CBF destacou que o "futebol deve ser o reflexo de uma sociedade justa e igualitária. Ainda assim, sabe-se que atitudes racistas ainda permeiam no meio do esporte".
"A entidade acredita que o futebol tem uma responsabilidade única na luta contra a discriminação racial, devido ao seu impacto global e ao poder de mobilização de milhões de pessoas ao redor do mundo", disse a CBF.
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