Copa do Mundo

Marroquina se torna 1ª jogadora a usar hijab em uma partida da Copa do Mundo

Até 2014, a Fifa proibia a utilização de peças de vestimenta como chapéus, bonés e também hijab por "razões de saúde e segurança" das atletas

Agência Estado
postado em 30/07/2023 22:55
A zagueira Nouhaila Benzina do Marrocos comemora a vitória de seu time após o fim da partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo Feminina -  (crédito: Brenton EDWARDS/AFP)
A zagueira Nouhaila Benzina do Marrocos comemora a vitória de seu time após o fim da partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo Feminina - (crédito: Brenton EDWARDS/AFP)

A partida entre Marrocos e Coreia do Sul, válida pelo Grupo H da Copa do Mundo, foi um jogo histórico. Pela primeira vez na história do torneio, uma jogadora entrou em campo vestindo um hijab, tradicional véu islâmico que cobre a cabeça e o pescoço, mas deixa o rosto à mostra.

A zagueira Nouhaila Benzina, de 25 anos, foi a responsável pela quebra do tabu. Jogadora do Royal Army Football Club de Marrocos, ela foi reserva no primeiro encontro da seleção africana, onde o time foi goleado pela Alemanha. Já na segunda partida da seleção, a atleta foi titular e chamou a atenção por conta do seu look.

  • A atacante sul-coreana Park Eun-Sun (esquerda) e a zagueira Nouhaila Benzina do Marrocos lutam pela bola durante a partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo Feminina Brenton EDWARDS/AFP
  • A atacante sul-coreana Choe Yu-Ri (esquerda) e a zagueira Nouhaila Benzina do Marrocos lutam pela bola durante a partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo Feminina Brenton EDWARDS/AFP
  • A zagueira Nouhaila Benzina (esquerda) do Marrocos enfrenta a atacante Ji So-Yun da Coreia do Sul durante a partida de futebol do Grupo H da Copa do Mundo Feminina Brenton EDWARDS/AFP

O uso do hijab é polêmico na modalidade. A Fifa proibia a utilização de peças de vestimenta como chapéus, bonés e também hijab. A entidade afirmava que a proibição era motivada por "razões de saúde e segurança" das atletas.

A política, que havia sido criada em 2007, foi duramente criticada por jogadoras e atletas, que viam na proibição uma atitude preconceituosa e intolerante com uma cultura diferente. Após muita pressão, a FIFA aboliu a regra no ano de 2014.

Em seu Twitter, a entidade máxima do futebol celebrou o feito histórico de Nouhalia. "Nouhaila Benzina fará história na Copa do Mundo Feminina da Fifa na Austrália e Nova Zelândia em 2023. A estrela marroquina será a primeira jogadora a competir no torneio vestindo um hijab", escreveu a FIFA em sua rede social.

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