Margem equatorial

Petrobras acelera exploração de petróleo, mas promete segurança ambiental

Magda Chambriard reforçou, ao lado do presidente Lula, que, caso a licença para exploração na margem equatorial seja concedida, a Petrobras adotará rigorosos protocolos de segurança

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Petrobras vai "pisar no acelerador", avisa presidente da estatal, Magda Chambriard - (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Petrobras está determinada a impulsionar a exploração de petróleo no Brasil. Durante um evento realizado nesta segunda-feira (17/2) em Angra dos Reis (RJ), a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou, contudo, que, apesar de a empresa estar "pisando no acelerador", a exploração será feita de forma "extremamente segura". A declaração foi dada na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um momento de impasse sobre a possível exploração de petróleo na margem equatorial, região que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá.  

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Chambriard reforçou que, caso a licença para exploração na margem equatorial seja concedida, a Petrobras adotará rigorosos protocolos de segurança. "Se nós obtivermos a licença, faremos tudo de forma extremamente segura. O senhor [Lula] pode ficar absolutamente tranquilo. A Petrobras demonstra a cada dia seu compromisso com o Brasil e com a segurança de nossas operações", afirmou a presidente da estatal. Ela ainda destacou que, se autorizado, o Amapá terá "o melhor aparato de resposta de emergência já visto no mundo".  

Além da possível exploração na margem equatorial, a Petrobras está ampliando sua atuação em outras frentes. Chambriard fez um apelo aos fornecedores brasileiros para que se preparem para uma fase de expansão. "Estamos pisando no acelerador. Então, fornecedores brasileiros, estejam preparados, seja para fazer navios, para exploração e produção de petróleo e gás, seja para fazer refinarias e ampliação de capacidade de refino", enfatizou.  

Diante das exigências ambientais, a Petrobras aposta na construção da unidade de estabilização e despetrolização de fauna em Oiapoque, no Amapá. O projeto é visto como um argumento para a obtenção da licença junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visando reforçar o compromisso da estatal com a preservação ambiental.  

Fernanda Strickland
postado em 17/02/2025 16:16 / atualizado em 17/02/2025 16:37