O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 2,6 pontos em dezembro, alcançando 95,3 pontos. Segundo o indicador, medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), divulgado nesta quarta-feira (27/12), esse é o melhor resultado desde outubro de 2022, quando o índice atingiu 95,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, houve avanço de 1,4 ponto para 92,9 pontos.
Em dezembro, houve alta da confiança em 13 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Sondagem. O resultado reflete melhora tanto nas avaliações sobre a situação atual, quanto nas expectativas em relação aos próximos meses.
- Indústria registra queda em nove dos 15 estados pesquisados pelo IBGE
- Horas trabalhadas na indústria não crescem desde junho, aponta CNI
- Preços na indústria sobem pelo terceiro mês seguido em outubro
“Após um ano difícil para a Indústria, o setor fecha 2023 com recuperação da confiança pelo segundo mês consecutivo. A alta de dezembro reflete a percepção de melhora dos empresários em relação à situação atual, reflexo de um aumento gradual da demanda e pelo movimento de redução no nível dos estoques que começam a se reaproximar do nível neutro”, comentou o economista do FGV-Ibre, Stéfano Pacini.
O Índice Situação Atual (ISA) avançou 1,4 ponto, para 94,7 pontos, maior patamar desde outubro de 2022; já o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,8 pontos, para 95,9 pontos. Entre os quesitos integrantes do ISA, o que mais influenciou na melhora do mês foi o que mede o nível de estoques, com queda de 3,2 pontos no mês, para 103,9 pontos. Quando este indicador está acima de 100, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos.
Em relação às expectativas, houve melhora em todos os indicadores. O que mede o ímpeto de contratações subiu 2,3 pontos, para 99,1 pontos. Apesar da melhora nos indicadores, todos os componentes do IE permanecem ainda em patamar inferior aos 100 pontos.
“Em relação aos próximos meses, há uma melhora das expectativas sobre a tendência dos negócios e na produção principalmente nos segmentos relacionados aos bens de consumo, o que possivelmente está relacionado ao cenário de redução dos juros, inflação e do resultado ainda positivo do mercado de trabalho”, avaliou Pacini.
Saiba Mais
Gostou da matéria? Escolha como acompanhar as principais notícias do Correio:
Dê a sua opinião! O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores pelo e-mail sredat.df@dabr.com.br