A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 5,8 bilhões no mês de setembro. De acordo com o balanço, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (6/10), esse é o terceiro mês seguido de saques líquidos.
Em setembro, a saída líquida foi resultado da entrada de R$ 306,2 bilhões e retirada de R$ 312 bilhões. A aplicação financeira, que é a mais procurada pelos brasileiros, teve saldo negativo levemente menor do que o verificado em setembro do ano passado, quando foram sacados R$ 5,9 bilhões a mais do que depositaram na poupança. Em relação ao mês anterior, a diferença foi maior, em agosto houve saída líquida de R$ 10,1 bilhões.
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Com o resultado de setembro, a poupança registra retirada líquida de R$ 86,13 bilhões no acumulado do ano. Esse foi o segundo maior valor de saída líquida de recursos entre janeiro e setembro desde o início da série histórica do BC, em 1995. Na época, foi registrada saída de R$ 91,07 bilhões.
A aplicação vem perdendo recursos em série desde 2021, afetada pela inflação elevada, o endividamento das famílias e os juros altos. Em 2022, o saldo foi negativo em R$ 103,237 bilhões, o pior ano na história da poupança.
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