O Ibovespa atingiu, nesta segunda-feira (24/7), o maior patamar em quase dois anos. Até a última quinta-feira (20/7), a bolsa brasileira estava no zero no acumulado de julho, mas tem crescido desde então, alcançando os 121 mil pontos. Especialista ouvido pelo Correio acredita que o aumento se deve a alguns fatores que levaram a uma maior atratividade do mercado brasileiro, como a diminuição dos riscos, a ausência da Rússia como player (uma espécie de "competidor" no mercado) e a presença de ações de baixo custo, que alguns investidores veem como “pechinchas”.
O analista econômico e gestor da Bluemetrix, Renan Silva, destrinchou, em conversa com o Correio, alguns dos possíveis fatores para esse crescimento do Ibovespa. Ele explicou que, desde o fim de 2022, as ações na bolsa brasileira apresentavam um “desconto” importante, mas as “conturbações” e embates políticos entraram em conflito com a aversão a risco dos investidores.
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“O mercado tinha preocupações com relação à PEC da transição, com a retirada do teto de gastos, da remuneração de combustíveis e o processo inflacionário. A partir de março, esse cenário começou a ser alterado. Aquela cortina de fumaça começou a baixar”, afirmou.
Segundo Silva, a aversão a risco dos investidores começou a diminuir à medida que as perspectivas sobre o arcabouço fiscal e a reforma tributária começaram a se solidificar, além da manutenção, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), do teto da inflação. Esses fatores, aliados ao posicionamento geopolítico do Brasil no Bricks, colaboraram para o aumento da atratividade do país.
*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes
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