Primeiro colocado nas pesquisas eleitorais, com 44% dos votos na BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira (13/6), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a privatização da Eletrobras. O petista argumenta que a desestatização tornará a energia elétrica ainda mais cara.
“Cerca de 33 milhões de brasileiros estão passando fome. As pessoas são obrigadas a escolher entre comprar comida ou pagar a conta de luz, que não para de subir. E o que faz o governo? Privatiza a Eletrobras, para aumentar ainda mais a conta de luz", sustentou o presidenciável em artigo no fim de semana.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em segundo na pesquisa, com 32% dos votos, defende que a privatização da Eletrobras seja feita o quanto antes — o processo está perto de ser concluído.
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Lula destacou também, no artigo, que "não satisfeito em trazer de volta a fome, o desemprego, a inflação e outros flagelos que havíamos conseguido superar", Bolsonaro "insiste em cometer mais esse crime contra o Brasil e o povo brasileiro: vender a Eletrobras, a toque de caixa e a preço de banana".
E provocou o adversário: "Tamanha pressa em entregar de mão beijada a maior empresa de geração de energia da América Latina, responsável por quase 40% da energia consumida no Brasil, só tem uma explicação: medo da derrota na eleição de outubro, com o consequente fim da mamata com dinheiro público".
Para o ex-presidente, perder a Eletrobras é perder também Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, entre outras empresas estratégicas. Outra expectativa negativa é de que o encerramento do programa Luz para Todos, responsável pelo acesso de 16 milhões de brasileiros ao fornecimento de energia elétrica.
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