Pressionado pela baixa na popularidade e pelo Centrão — e sem fonte de custeio para o novo programa social do governo, o Auxílio Brasil —, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que decidirá até o fim da semana sobre a prorrogação do auxílio emergencial. A declaração ocorreu, ontem, durante cerimônia em São Roque de Minas (MG). Bolsonaro afirmou que “bateu o martelo” sobre o valor do auxílio em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no fim de semana, mas não deu maiores detalhes.
“Se Deus quiser, nós resolveremos, esta semana, a extensão do auxílio emergencial. Como devemos resolver, também esta semana, a questão do preço do diesel. As soluções não são fáceis, mas temos a obrigação de mostrar a origem do problema e como resolvê-lo. Sabemos que o mundo todo está tendo uma inflação muito além do esperado. Tem certos países de primeiro mundo que, inclusive, já enfrentam a questão do desabastecimento no tocante a alimentos”, alegou.
“Temos aumento de preço no Brasil, estamos trabalhando no sentido de conter essa inflação, estimulando cada vez mais o agronegócio. Não vislumbramos desabastecimento no Brasil. Creio que, brevemente, a inflação começará a diminuir. A questão do auxílio emergencial, que está batido o martelo no seu valor, é um valor para dar dignidade a esses necessitados. O ideal seria que não houvesse nada, mas as consequências da pandemia agravaram essa questão e nós não somos insensíveis a esses mais necessitados”, justificou.
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Financiamento
O plano do governo era terminar o auxílio emergencial em outubro e iniciar o Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família, em novembro. Porém ainda não foram aprovadas a PEC dos Precatórios e a reforma do Imposto de Renda, que ajudariam a bancar o programa.
Com a dificuldade de obter uma fonte de financiamento para o Auxílio Brasil, o governo estuda conceder um auxílio emergencial de transição, que seria pago àqueles não contemplados pelo novo programa social, e beneficiaria aproximadamente 20 milhões de famílias. A ideia é bancar parcelas de R$ 150 e R$ 250, em novembro e dezembro, por meio de um crédito extraordinário ao Orçamento. Essa possibilidade, porém, não agrada a equipe econômica.
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