
Crítica cultural e pensadora importante do feminismo no Brasil, Heloisa Teixeira, também conhecida como Heloísa Buarque de Holanda, morreu nesta sexta-feira (28/3), aos 85 anos, em consequência de uma pneumonia. Heloísa estava internada na Casa de Saúde São Vicente, no Rio de Janeiro, onde morava.
Eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2023, ela ocupava a 30º cadeira, anteriormente ocupada por Nélida Piñon. Autora de livros como Cultura e Participação nos anos 60, Pós-Modernismo e Política e O Feminismo como Crítica da Cultura, foi professora emérita da Escola de Comunicação da universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde coordenava um programa de cultura contemporânea e o laboratório de Tecnologias Sociais Universidade das Quebradas. Ela também dirigiu o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, nos anos 1980.
Heloísa foi uma voz importante nas pesquisas que relacionam cultura e desenvolvimento e publicou literatura que investiga temas como poesia, relações de gênero, cultura digital e cultura da periferia. Também é considerada uma das pensadoras mais importantes quando se trata do feminismo no Brasil. Em 2023, ela deixou de usar o sobrenome famoso, herdado do companheiro Lula Buarque de Holanda, para voltar a usar o sobrenome da mãe, Teixeira.