
O ator e cantor Dado Dolabella, de 44 anos, se recusou a pagar a pensão alimentícia dos filhos e foi preso em 2018. Segundo ele, as mulheres têm “vantagem não só na Justiça”. Dado foi condenado a dois meses de prisão por dever R$ 196 mil de pensão ao filho Eduardo, atualmente com 14 anos.
O artista comentou sobre a situação em entrevista à revista Veja: "Preferi ficar dois meses preso do que pagar um valor que não era devido. Se eu devesse aquele valor, pagaria. Agora um dinheiro que não entrou, um dinheiro que não recebi, como posso pagar uma coisa que não entrou em relação a isso?"
Dado recentemente se separou da cantora Wanessa Camargo e afirmou que “o gênero feminino, se fala alguma coisa, já é o suficiente”. O artista argumentou que, quando é um homem que entra com um pedido revisional na pensão, existe morosidade na Justiça — tendência que teria culminado em sua prisão, de acordo com ele.
"A gente tem hoje um mundo complicado de ver… Às vezes, uma situação dessa, quando houve julgamento, mesmo assim a pessoa, por ter um gênero específico, a voz dela tem comprovação probatória no quesito social", acrescentou.
Embora à época tenha rendido constrangimento a Dado, ele mencionou que se tivesse feito diferente, não seria a pessoa que é hoje. "Tem um lá em cima que escreve melhor nossa história do que a gente. É pretensão minha querer escrever algo diferente do meu passado. Só tenho gratidão. Óbvio que tem coisas que me envergonho do que fiz, mas se não fosse aquilo, as dores, quedas e erros, eu não seria esse que sou hoje", disse.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
O artista ainda opinou sobre a desigualdade de gênero: "Sinto que como são as mulheres que estão com o controle da televisão, com os cartões de crédito comprando, a mídia e o entretenimento foca mais na mulher. E também uma questão de equalização ainda."
Segundo ele, o patriarcado dominador não justifica o controle social sobre as mulheres durante séculos, mas a balança pende para o lado feminino atualmente. “Agora eu sinto que existe muito ódio, um sentimento de vingança, por causa de anos de repressão”, concluiu.