
Em 31 de março, o público brasileiro vai poder assistir a próxima novela das 21h da TV Globo, escrita por Manuela Dias e com direção artística de Paulo Silvestrini. Trata-se da nova versão de Vale tudo, um dos maiores títulos da teledramaturgia brasileira, escrito por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, e exibido originalmente em 1988.
A produção, muito aguardada e envolta por polêmicas, promete conduzir o público a uma jornada emocionante e atual sobre caráter, ética, honestidade, com enfrentamentos morais e romance.
O Correio separou sete razões para você não perder!

A oportunidade de assistir artistas gigantes da atualidade na leitura de um novelão atemporal. A obra é considerada o clássico dos clássicos e marcou a história da teledramaturgia com uma conjunção de fatores como excelente história, grande elenco, direção afinada, trilha sonora marcante e uma estética ímpar que fizeram com que a teledramaturgia brasileira iniciasse uma nova era.

Vale tudo foi a novela que trouxe uma das primeiras e a mais acentuada rivalidade entre mãe e filha das novelas. A relação entre Raquel e Fátima, interpretadas por Regina Duarte e Glória Pires, com visões opostas sobre o caminho a se vencer na vida, está no centro da trama e gerou diversas outras tramas em que esse embate arrematou os corações dos telespectadores brasileiros. Agora, elas serão vividas por Taís Araújo e Bella Campos (foto).

Quem matou Odete Roitman? A pergunta que mobilizou o país na virada de 1988 para 1989, gerando até concursos populares e bolões extraoficiais, voltará ao debate em 2025. Vivida agora por Debora Bloch (foto), a icônica vilã terá a mesma crueldade tão condenável como envolvente, e o mesmo desfecho trágico, porém, com outra identidade para o (a) assassino (a).

Outra personagem icônica da trama, Heleninha Roitman, a filha alcoolista de Odete, está de volta. A intérprete original, Renata Sorrah, entregou cenas intensas e marcantes que repercutem ainda hoje nas mídias sociais. Desta vez, ela será defendida por Paolla Oliveira (foto), que, mesmo sob críticas, vem com sangue nos olhos para marcar a virada de chave de sua carreira que completa 20 anos com este trabalho.

O remake traz de volta à teledramaturgia nomes que estavam ausentes da telinha, como Luís Melo, cujo último trabalho foi em 2017, O outro lado do paraíso, e Luís Salém, que marcou presença no extinto Zorra, na década passada. O elenco também será coroado pela presença de Maeve Jinkings (foto), atriz brasiliense raríssima em novelas, mas que tem trabalhos marcantes em séries, como Os outros (Globoplay) e DNA do crime (Netflix), e no cinema, como no ganhador do Oscar 2025 Ainda estou aqui.

Reveladas em Justiça 2, no ano passado, Belize Pombal e Jessica Marques terão a oportunidade de mostrar o talento que o público das novelas ainda não conhece, assim como Breno Ferreira, que tem mandado muito bem em Beleza fatal, na Max. Além disso, o trio de novatos experientes — ao lado de Leandro Firmino — fará parte de um núcleo 100% preto que foge ao que a televisão costuma apresentar.
E, por fim, mas não menos importante, Vale tudo mostrará o galã Cauã Reymond (foto) na pele do gigolô César, em muitas cenas de quase nudez, com inúmeras aparições usando apenas sunga, assim como foi com seu antecessor, Carlos Alberto Riccelli. Inclusive em passagens emblemáticas de gancho, como a que ele e a vilã Maria de Fátima (Bella Campos) serão flagrados por Afonso (Humberto Carrão).
Ver essa foto no Instagram