Memória

GDF e Casa da Arquitectura de Portugal compartilharão acervo de Lucio Costa

Com o objetivo de preservar, disseminar e honrar a memória de Lucio Costa, mais de 3 mil documentos serão trocados

Acervo de Lucio Costa é valioso para a memória de Brasília -  (crédito: Acervo Casa da Arquitetura. Cidades. Espolio Lucio Costa.)
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Acervo de Lucio Costa é valioso para a memória de Brasília - (crédito: Acervo Casa da Arquitetura. Cidades. Espolio Lucio Costa.)

O Governo do Distrito Federal (GDF) e a Casa da Arquitectura de Portugal assinaram, ontem, um acordo para compartilhar o acervo digital do arquiteto e urbanista Lucio Costa, participante ativo no planejamento e construção da capital brasileira.

Com o objetivo de preservar, disseminar e honrar a memória de Lucio Costa, mais de 3 mil documentos serão trocados. O trato foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha, acompanhado da ministra da Cultura de Portugal, Dalila Rodrigues, e da neta de Lucio Costa, Julieta Sobral. 

As obras, até 2021, eram mantidas no Instituto Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. A instituição alegou que não poderia mais mantê-lo e, junto da família de Lucio, foi tomada a decisão de enviar os materiais para a Casa da Arquitectura de Portugal, onde permaneceram até então.

Na época, a notícia provocou críticas, pois representa um desprestígio e uma perda para a memória sobre a capital modernista. 

Entre os arquivos recuperados, estão reunidas plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais. Segundo o governador Ibaneis Rocha, os registros são de grande importância para manter aprimorada a memória de Brasília: "Lucio Costa fez desta cidade [Brasília] uma das mais belas capitais do mundo, ao lado de Oscar Niemeyer e outras pessoas que dedicaram todo o conhecimento na construção do Distrito Federal", complementa o governador. A partir desta iniciativa, estão previstos intercâmbios culturais com fácil acesso para pesquisadores, estudantes e profissionais da área. 

Pioneiro da arquitetura modernista brasileira, Lucio Costa destacou-se no ramo por ideias e propostas revolucionárias, que foram fundamentais para a renovação do pensamento arquitetônico no país.

Além de ser responsável pelo projeto Plano Piloto, Lucio Costa também projetou a nova sede do Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro, em 1935, marco da arquitetura modernista brasileira. O urbanista morreu em 13 de junho de 1998, e deixou um rico legado para Brasília e para o Brasil. 

*Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

 

Luisa Mello
postado em 19/02/2025 06:01