"Uma noite histórica", assim resume Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro, sobre o show desta terça-feira (28/11) de Paul McCartney. O ex-Beatle fez uma apresentação intimista no espaço icônico de Brasília para cerca de 500 pessoas. A apresentação ainda renderá um arranjo de Yesterday e Carinhoso, de Pixinguinha, uma das obras mais importantes da música popular brasileira. "Vamos fazer uma espécie de dar as mãos com essas músicas. Vamos preparar para o nosso repertório", explica em um relato nas redes sociais.
Segundo Reco, ele foi procurado há cerca de uma semana pela produção do Paul, que tomou conhecimento sobre a Escola de Choro Raphael Rabello e o Clube do Choro. O artista britânico queria se apresentar no local, mas com algumas condições: sigilo total e a gestão do evento seria toda da equipe de Paul. "Vocês podem imaginar a alegria que eu senti, um sonho ter um Beatle em nossa casa", relata. Eram cerca de 200 pessoas da equipe trabalhando para fazer o show possível. Reco diz que entende a necessidade do sigilo. "É natural, o Clube do Choro é muito pequeno para um artista da grandeza do Paul", afirma.
Sobre a noite de ontem, Reco diz que ainda não caiu a ficha. Até esta manhã nem tinha conseguido dormir. "Realizam um show que foi um espetáculo, as pessoas estavam muito emocionadas, inclusive eu", afirma.
A escolha de Paul pelo Clube do Choro para iniciar a turnê Got Back, no Brasil, após quase 10 anos da última visita, não é à toa. O local é simbólico para Brasília e para a música brasileira. Fundado em 1977, o clube ganhou uma sede projetada por Oscar Niemeyer em 2011. Em 2008, o Clube foi tombado patrimônio imaterial de Brasília e a Escola de Choro é a primeira do gênero no Brasil.
Show no Clube do Choro
A apresentação desta terça-feira pegou os fãs do britânico de surpresa. Os ingressos, limitados, foram oferecidos aleatoriamente para quem já tinha comprado ingresso para o show de quinta-feira (30/11), na Arena BRB Mané Garrincha. As entradas, aos custo de R$ 200, acabaram rapidamente. Também estavam presentes alunos da escola sorteados e convidados especiais, como Samuel Rosa, do Skank. No show, não foi permitido o uso de celulares. Todos os aparelhos tiveram que ser lacrados na entrada.
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