O cérebro humano tem cerca de 86 bilhões de neurônios, entre eles há os chamados de excitatórios e inibitórios. Quando adormecemos os neurônios inibitórios 'silenciam" os excitatórios, que nos mantêm acordados. Sendo assim, os anestésicos gerais aceleram esse processo, silenciando diretamente esses neurônios excitatórios, sem qualquer ação dos inibitórios.
Estudo publicado no periódico The Journal of Neuroscience aponta que a anestesia geral afeta a capacidade de proteínas liberarem neurotransmissores, mas apenas em neurônios excitatórios. "Para que os neurônios se comuniquem, as proteínas precisam estar envolvidas. Uma das funções que essas proteínas desempenham é fazer com que os neurônios liberem moléculas chamadas neurotransmissores. Esses mensageiros químicos são os que transmitem sinais de um neurônio para outro: dopamina, adrenalina e serotonina são todos neurotransmissores, por exemplo", cita a pesquisa.
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"Os nossos resultados sugerem que os medicamentos utilizados nos anestésicos gerais causam uma inibição global massiva no cérebro. Ao silenciar a excitabilidade de duas maneiras, essas drogas nos colocam para dormir e nos mantêm assim", emenda o estudo.
Segundo os pesquisadores, o próximo passo da pesquisa é identificar qual peça do "quebra-cabeça" é diferente para entender por que os anestésicos gerais interrompem apenas a comunicação excitatória.
O estudo pode ser acessado neste link.
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