PRONUNCIAMENTO

Professor agredido: Associação de pais e alunos emite nota sobre uso do celular

Texto destacou que o recente episódio evidencia os desafios enfrentados na implementação da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas e intervalos

Na terça-feira (18/2), um docente, deficiente visual, foi agredido com quatro socos, desferidos por dois alunos, em um ponto de ônibus próximo a escola em que trabalhava, em Planaltina -  (crédito: Maurenilson Freire)
x
Na terça-feira (18/2), um docente, deficiente visual, foi agredido com quatro socos, desferidos por dois alunos, em um ponto de ônibus próximo a escola em que trabalhava, em Planaltina - (crédito: Maurenilson Freire)

A Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal (Aspa-DF) emitiu uma nota sobre a agressão sofrida, na última terça-feira (18/2), por um professor de um Centro de Ensino (CED) localizado em Planaltina após solicitar que um aluno guardasse o celular. Ele foi espancado por dois alunos, ambos de 17 anos. No texto, o grupo destacou os desafios enfrentados na implementação da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas e intervalos em todas as etapas da educação básica.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

A ASPA-DF salientou que "o uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes tem sido associado a problemas de saúde física e mental, como sedentarismo, depressão e dificuldades de concentração. Nesse contexto, a proibição visa criar um ambiente mais propício ao aprendizado, minimizando distrações e promovendo o foco nas atividades pedagógicas." Confira abaixo o texto na íntegra. 

Violência nas Escolas | Celular no ambiente escolar

"A recente agressão a um professor na escola em Planaltina, após a apreensão do celular de um aluno em sala de aula, evidencia os desafios enfrentados na implementação da Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas e intervalos em todas as etapas da educação básica.

O uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes tem sido associado a problemas de saúde física e mental, como sedentarismo, depressão e dificuldades de concentração. Nesse contexto, a proibição visa criar um ambiente mais propício ao aprendizado, minimizando distrações e promovendo o foco nas atividades pedagógicas.

Leia também: Medo e revolta depois de uma agressão covarde por causa de celular em sala


Para que essa transição seja eficaz, é fundamental a colaboração entre educadores, famílias e alunos. Os educadores desempenham um papel crucial na orientação sobre o uso consciente da tecnologia, enquanto as famílias devem reforçar em casa os limites estabelecidos, promovendo atividades que não envolvam o uso de dispositivos eletrônicos. Os alunos, por sua vez, precisam ser conscientizados sobre os benefícios dessa mudança para seu desenvolvimento acadêmico e pessoal.

A Associação de Pais pode atuar como uma ponte entre a escola e as famílias, oferecendo suporte e promovendo discussões sobre estratégias para lidar com a dependência digital. Além disso, é essencial que políticas públicas sejam implementadas para apoiar programas educativos que valorizem o respeito, a empatia e a convivência pacífica no ambiente escolar, prevenindo episódios de violência relacionados ao uso de celulares.

Leia também: Scooters ajudam brasilienses a equilibrar suas finanças

A transição para um ambiente escolar sem o uso de celulares requer um esforço conjunto e coordenado, visando ao bem-estar e ao desenvolvimento integral dos estudantes"

Letícia Guedes
postado em 20/02/2025 11:19