
Um homem está recorrendo à Justiça após ter seu carro atingido por uma pedra ao passar ao lado de uma obra na Estrada Parque Taguatinga (EPTG). O impacto quebrou uma peça do farol de milha de seu veículo, uma Hilux, acarretando um prejuízo de mais de R$1.600.
Gilmar Martins, de 43 anos, conta que notou na hora o impacto do objeto, que atingiu a parte frontal de seu carro. “Quando eu passei lá, eles estavam trabalhando na obra, fazendo o rompimento da pista. Foi quando eu ouvi um barulho muito forte no meu carro e achei que o pneu tinha estourado”, contou Gilmar, que disse ter saído do carro e observado que uma peça ao redor do farol de milha havia caído.
Segundo ele, que é engenheiro civil, os trabalhadores não utilizavam nenhuma tela de proteção na obra, que impedisse que detritos fossem em direção aos veículos que transitavam na rodovia. “Eu falei com eles (trabalhadores), que anotaram meu contato e disseram que retornariam para mim. Aguardei o retorno o dia todo e, no dia seguinte, fui até o local da obra novamente, mas fui informado, de novo, que me ligariam”, contou Gilmar. O engenheiro conta que chegou, inclusive, a fazer uma reclamação no Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Além disso, Gilmar relatou que conseguiu o nome da empresa na internet, ETERC Engenharia, responsável pela obra. Após tentar contato, sem sucesso, por telefone, foi até o endereço, onde informaram que o engenheiro responsável pela obra ligaria para ele. Segundo Gilmar, o profissional o contactou afirmando que, supostamente, uma placa de metal teria atingido seu carro, material que não fazia parte da obra.
“Não foi uma placa que atingiu meu carro, foi uma pedra”, argumentou Gilmar. Segundo ele, no dia do incidente não havia uma tela que impedisse que detritos saíssem da obra. Porém, no dia seguinte, quando o engenheiro foi buscar alguma resposta no local, haviam colocado o material de proteção. “Eu, como profissional, acredito que a tela seja pequena, inclusive, para a situação. Não protege o suficiente. Teria que ser maior”, ressaltou.
Gilmar conta que registrou um boletim de ocorrência no dia do ocorrido e que, com um advogado, procurará o Ministério Público (MP) para que sejam tomadas as devidas providências. “Só consegui encontrar a peça do carro que foi danificada na Toyota, e custa R$ 1.615”, disse.
Em contato com a redação, a ETERC Engenharia afirmou estar conduzindo uma apuração interna sobre o ocorrido. “Estamos analisando as informações disponíveis e verificando possíveis imagens de câmeras nas proximidades da obra. Nosso compromisso é esclarecer os fatos e tomar as medidas necessárias”, disse.
O que diz o DER?
Em resposta ao Correio, o DER informou detalhes sobre a condução da obra de manutenção e reparos no pavimento de concreto da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e afirmou que utiliza materiais de proteção no local.
“Durante a execução dos trabalhos, ocorre o isolamento da faixa exclusiva de ônibus em cada trecho. Durante o dia, no momento da concretagem, são isoladas tanto a faixa de rolamento da esquerda quanto a faixa exclusiva de ônibus, utilizando barreiras de concreto, telas de segurança e cones. Esse protocolo é adotado para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários da rodovia”, escreveu.
Além disso, o órgão relatou não ter sido informado sobre o incidente relatado. “Caso algum condutor tenha sofrido danos em virtude da obra, pode entrar em contato com este departamento para a abertura de um processo, que irá notificar a empresa responsável e, se comprovada a responsabilidade, realizar o ressarcimento do condutor”.