
O Brasil tem registrado um aumento expressivo nos casos de dengue, com intervalos cada vez menores entre as epidemias, segundo Lívia Vinhal, coordenadora-geral de arboviroses do Ministério da Saúde. Durante o CB.Debate Dengue: uma luta de todos, nesta quinta-feira (30/1), a especialista destacou que, desde a década de 1980, o país enfrenta surtos da doença, mas os casos passaram a ser contados aos milhões a partir de 2010.
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Um dos fatores que preocupa as autoridades é a rápida disseminação dos vírus da dengue pelo país devido ao deslocamento intenso de pessoas. “O vírus que está no Amapá ou na América Central pode rapidamente chegar a grandes cidades do Sudeste e do Sul do Brasil”, explicou Vinhal.
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Apesar dos desafios, há avanços importantes, como a incorporação da vacina contra a dengue no calendário do Sistema Único de Saúde (SUS). A coordenadora também destacou a expectativa de uma vacina contra a chikungunya, outra arbovirose que pode gerar quadros crônicos e impactos socioeconômicos graves.
Para conter a dengue, a especialista reforça que é necessário um compromisso conjunto entre governo, municípios e população. “Esse é um problema coletivo e exige envolvimento de todos. A população não pode ser culpabilizada, mas deve ser parte ativa na solução, seja eliminando focos do mosquito ou denunciando áreas com criadouros”, concluiu.
O CB.Debate Dengue: uma luta de todos discute o cenário da doença em 2025 e os caminhos para evitar uma nova epidemia. O evento, que ocorre na tarde desta quinta-feira (30/1), reúne autoridades e especialistas para traçar um panorama da dengue no Distrito Federal e Entorno.