
A coordenadora-geral de arboviroses do Ministério da Saúde, Lívia Vinhal, destacou a importância da inovação no combate à dengue e à chikungunya, durante o CB. Debate, realizado nesta quinta-feira (30/1), que abordou aspectos epidemiológicos das arboviroses no Brasil. Entre as principais estratégias apontadas pela especialista está a adoção de novas tecnologias para o controle vetorial do mosquito Aedes aegypti.
Nos últimos anos, pesquisas financiadas pelo Ministério da Saúde têm desenvolvido métodos como a liberação de mosquitos com wolbachia, uso de larvicidas de longa duração e insetos estéreis. Essas abordagens começaram a ser implementadas em algumas cidades e devem se expandir gradualmente.
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Esse ano, 40 municípios brasileiros serão contemplados com a técnica do mosquitos com Wolbachia. Insetos estéreis por irradiação serão liberados em áreas indígenas, localizadas em áreas de preservação ambiental e com histórico de transmissão de dengue.
Além disso, a vacinação contra a dengue já começou a ser incorporada ao SUS em 2024. No caso da chikungunya, há expectativa de que uma vacina seja disponibilizada em breve, o que pode minimizar o impacto da arbovirose. Além disso, a vacina de dengue produzida pelo Butantan, em parceria com a Valneva, de dose única já submetida à aprovação da Anvisa, deverá estar disponível nos próximos anos.
Outra preocupação levantada por Vinhal foi o impacto das desigualdades sociais no avanço da dengue. “Localidades com menor acesso a saneamento e água tratada tendem a registrar mais casos, pois a população precisa armazenar água de forma inadequada”, afirmou.
Por fim, Vinhal ressaltou que a luta contra as arboviroses exige um esforço coletivo. “O combate à dengue não é só virar o pratinho ou tampar a caixa d’água. É conversar sobre o tema, cobrar políticas públicas e denunciar criadouros”, concluiu, reforçando a campanha dos "10 minutinhos contra a dengue", que incentiva a população a dedicar um tempo semanal para eliminar possíveis focos do mosquito.