
A professora Carla Pintas ressaltou no CB.Debate Dengue: uma luta de todos a importância da organização dos serviços de saúde para um atendimento eficiente dos pacientes infectados com dengue. A especialista alertou que, apesar de a hidratação ser o principal tratamento para a doença, muitos casos se agravam devido à demora no atendimento ou à falta de reavaliação dos sintomas.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
"Os pacientes precisam de acompanhamento. Não basta atender e mandar para casa, pois a evolução para quadros graves pode ser rápida", explicou. Para evitar complicações, ela defendeu a ampliação das unidades de hidratação e a capacitação contínua dos profissionais das redes pública e privada, garantindo um encaminhamento adequado dos pacientes.
Além disso, Pintas ressaltou que os profissionais de saúde devem estar familiarizados com o protocolo do Ministério da Saúde, que categoriza os casos de dengue em diferentes níveis de risco. A integração entre a atenção primária e os serviços de urgência é essencial para garantir que os pacientes recebam atendimento no momento certo. "O tratamento pode parecer simples, mas precisa ser oferecido de forma ágil e estruturada para evitar mortes", concluiu.
O CB.Debate Dengue: uma luta de todos discute o cenário da doença em 2025 e os caminhos para evitar uma nova epidemia. O evento, que ocorre na tarde desta quinta-feira (30/1), reúne autoridades e especialistas para traçar um panorama da dengue no Distrito Federal e Entorno.