
A professora Carla Pintas, da Universidade de Brasília (UnB), destacou no CB.Debate Dengue: uma luta de todos a necessidade de engajamento da população na prevenção da doença. Segundo a sanitarista, a dengue está presente no Brasil há pelo menos 40 anos, e a disseminação do conhecimento sobre o tema é essencial para conter o avanço da enfermidade.
Ela ressaltou que medidas simples, como a limpeza semanal de ambientes para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, são fundamentais. "Se a população entende o que é a dengue e como preveni-la, conseguimos reduzir significativamente os casos", afirmou. Pintas também enfatizou o papel das escolas nesse processo, explicando que crianças bem informadas podem identificar focos do mosquito e influenciar hábitos dentro de casa.
Outro ponto crucial abordado foi a baixa adesão à vacinação. Disponível apenas para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, a imunização enfrenta resistência e desconhecimento, o que compromete sua eficácia. A professora defendeu a atuação conjunta das secretarias de Saúde e de Educação para incentivar a vacinação dentro das escolas, já que esse público passa a maior parte do tempo no ambiente escolar. "Não devemos esperar o primeiro caso na família para tomar essa decisão. A vacina é uma ferramenta essencial no combate à dengue", reforçou.
O CB.Debate Dengue: uma luta de todos discute o cenário da doença em 2025 e os caminhos para evitar uma nova epidemia. O evento, que ocorre na tarde desta quinta-feira (30/1), reúne autoridades e especialistas para traçar um panorama da dengue no Distrito Federal e Entorno.