AMEAÇA

Enfermeira do Hospital Regional da Ceilândia é ameaçada por mãe de paciente

No áudio é possível ouvir a mulher xingando e ameaçando bater na enfermeira quando o plantão acabasse

 Entrada do Hospital Regional de Ceiladia ( HRC ) -  (crédito:  Minervino Júnior/CB)
Entrada do Hospital Regional de Ceiladia ( HRC ) - (crédito: Minervino Júnior/CB)
postado em 07/10/2023 06:00 / atualizado em 07/10/2023 10:00

Uma enfermeira do Hospital Regional da Ceilândia, que preferiu ser identificada apenas pela iniciais E.E, sofreu diversas ameaças na madrugada de quinta (5/10) para sexta-feira (6/10).

A servidora trabalha como classificadora da pediatria e relata que por conta da superlotação do Hospital, o atendimento estava restrita apenas aos casos laranjas e vermelhos. Após classificar uma criança coma pulseira verde, a mãe da mesma desferiu xingamentos e ameaças a servidora. 

“Devido a essa restrição de atendimento por volta das 1h30 da manhã chegou uma mãe que trouxe uma criança com queixa de febre e falta de apetite, no momento a criança estava sem febre com temperatura de 37.6. E de acordo com o protocolo da SES-DF, fica classificada como verde. Então classifiquei, e essa mãe começou a se alterar dentro da minha sala e já começou a gritar e dizer que lá de dentro ela não sairia se eu quisesse que eu chamasse um segurança porque dali ela não iria sair”, relatou a enfermeira.

Ela conta que chamou o segurança, para convencer a mesma a sair da sala e que se precisasse reclamar chamasse a chefia de equipe. “E ela foi lá reclamar e quando voltou ela começou as ameaças e xingamentos”. Após terminar o plantão a servidora foi para delegacia abrir ocorrência às 7h da manhã. 

No áudio é possível ouvir a mulher xingando e ameaçando bater na enfermeira quando o plantão acabasse. 
 

 

 

A deputada Dayse Amarílio (PSB/DF) comentou o caso nas redes sociais. “Mais uma enfermeira foi vítima de violência no trabalho aqui no DF. Mais uma profissional sendo ameaçada. Mais uma vez a categoria sendo desrespeitada e desvalorizada. E ainda acham que é mi-mi-mi quando a gente diz que os profissionais de saúde estão adoecidos. Não temos segurança na ala classificatória, não temos mais condições físicas e mentais para aguentar esse tipo de coisa todos os dias. Precisamos que a sociedade esteja ao nosso lado. Toda a nossa solidariedade por essa colega.”

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