A convidada desta semana do Podcast do Correio, programa semanal do Correio Braziliense, é Lia Glaz, presidente da Fundação Telefônica Vivo. Em conversa com as jornalistas Adriana Bernardes e Sibele Negromonte, Lia falou sobre o programa de educação da fundação e destacou quais foram os maiores desafios de aprendizagem ao longo do projeto.
No início do bate-papo, Lia explica sobre o ProFuturo, plataforma que a Fundação Telefônica Vivo trouxe ao Brasil. Uma das frentes de atuação é trabalhar a formação de professores, por meio da plataforma Escolas Conectadas, que oferece cursos de apoio para o ensino em sala de aula, com ênfase na utilização da tecnologia. A outra, segundo a presidente, é resultado de um trabalho com as secretarias municipais de educação, com o uso de plataformas, formação dos professores e apoio aos técnicos das secretarias.
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Um dos cursos de maior engajamento oferecidos pelo programa é o de educação antirracista. A presidente da fundação esclarece que o objetivo é incentivar o professor a ter um olhar mais intencional em relação às questões raciais, uma vez que há uma disparidade muito grande entre os alunos brancos e negros. Embora já exista legislação, há mais de 20 anos, que determina que a temática antirracista deve permear o ensino nacional, Lia Glaz destaca que o tema ainda é relativamente novo. “A gente vê que o debate ganhou mais força, mas ainda precisa ter um trabalho muito mais intensificado para que isso se reverta em resultado de aprendizagem em nível nacional”, diz.
Outra questão abordada durante a conversa foi a conectividade, que ainda é um desafio no Brasil. Uma pesquisa realizada pela fundação, em parceria com o Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), e com apoio do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), escancara a desigualdade de infraestrutura e do acesso entre municípios mais e menos vulneráveis.
Para a presidente, o problema envolve a desigualdade de infraestrutura das áreas mais vulneráveis, mas ressalta que o maior desafio é a capacitação dos profissionais para o uso da tecnologia. “Formar os professores para esse uso, formar os diretores das escolas, ter uma equipe na secretaria de educação que, se não é dedicada, é parcialmente dedicada nesse tema”, completa Lia.
*Estagiária sob a supervisão de Márcia Machado
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