A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu um dos envolvidos no assassinato de um policial militar da Agência Local de Inteligência (ALI) de Tocantins. Washington Luiz Reis Alves trabalhava no 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do estado e investigava o tráfico de drogas e recebimento de propinas, quando teve a vida ceifada na véspera de ano-novo de 2003.
O assassinato foi arquitetado à época por um grupo de policiais militares, entre eles Wesley Cardoso Bueno, preso neste domingo (14/5) no Recanto das Emas. O Correio obteve acesso ao mandado de prisão expedido pela Justiça de Palmas (TO) contra Wesley. O PM, que à época foi demitido da corporação, era servidor público do DF lotado no Departamento de Estradas e Rodagens (DER).
Wesley foi condenado a uma pena de 12 anos de prisão. Somente 20 anos depois do crime, a Justiça deu ordem para prender os envolvidos. O mandante da execução é Ivan de Souza, 58 anos, detido nessa quinta-feira (11/5), em Tocantins. Conforme consta nos autos do processo, Ivan estaria incomodado com a atuação de Washington nas investigações contra o tráfico, a venda de CDs piratas e na receptação de produtos roubados. O homem contratou o serviço de um criminoso da região conhecido como “Cara de Macaco”.
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Dada a ordem da morte, Wesley, por sua vez, ficou encarregado de fazer a vigilância dos passos da vítima. Foi ele quem teria avisado aos assassinos o horário em que o policial iria sair de casa. Washington foi morto ao ser atingido por diversos tiros, que acertaram o pescoço. Um terceiro envolvido no crime, identificado como Edgar Cardoso de Sousa, morreu durante o processo.
Prisão
Neste domingo, de posse das informações, as equipes do Grupo Tático Operacional 47B (Gtop) localizaram e prenderam Wesley em uma casa do Recanto das Emas. O homem morava no DF com a mulher e o filho. Agora, ele deve ser levado para Tocantins, onde cumprirá a pena de 12 anos em regime inicial fechado.
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