[SELO CORONAVÍRUS]

No DF, 180 mil não se vacinaram

Secretaria de Saúde anunciou que o número preocupa, diante de 89,9% da população (2,5 milhões) imunizada com a D1

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) alertou, ontem, em coletiva de imprensa, que 180 mil pessoas acima de 12 anos ainda não se vacinaram com a primeira dose contra a covid-19, diante de uma população de mais de 3 milhões de habitantes na capital. Cerca de 2,5 milhões de pessoas receberam a D1, o que representa 89,9% da população. O secretário da pasta, Manoel Pafiadache, afirmou que 40 mil pessoas com mais de 12 anos ainda não retornaram para receber a segunda dose, que totaliza 2,3 milhões imunizados até o momento.

Outras 600 mil pessoas ainda não receberam a terceira dose ou dose de reforço, diante de 1,3 milhão de pessoas vacinadas com a D3. "Não é possível que 600 mil pessoas ainda não chegaram no primeiro reforço, e, por isso, temos que aproveitar o êxito que tivemos para alcançar uma cobertura vacinal mais forte", destacou Pafiadache. A baixa vacinação também atinge a quarta dose para idosos com mais de 70 anos; apenas 22 mil de 130 mil haviam se imunizado até ontem no DF.

Diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos alerta que os estudos científicos demonstram que, com o passar do tempo, o número de anticorpos que o organismo produz com a vacina diminui. "Então, é importante que essa população que está apta a retornar aos postos, seja com a segunda dose ou a de reforço, saiba disso", alerta o especialista da SES-DF.

Ponto facultativo

Após o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), revogar, na noite de segunda, o decreto de calamidade pública por conta da pandemia da covid-19, a SES-DF confirmou ponto facultativo na próxima sexta-feira para os profissionais da pasta. O motivo se dá pelo feriado de amanhã, de Tiradentes e do aniversário dos 62 anos de Brasília. Nesses dois dias não haverá vacinação contra a covid-19, que retorna no sábado. O secretário de Saúde explica que a medida é para "dar um tempo e descanso aos nossos profissionais que batalharam mais de dois anos (nesta pandemia)".