Os brasilienses marcam presença no Ato pela Terra, convocado pelo cantor e compositor Caetano Veloso como forma de protesto contra o chamado "Pacote da destruição", em tramitação no Congresso Nacional. O ato começou às 15h desta quarta-feira (9/3), no gramado em frente ao Congresso Nacional. A Polícia Militar do Distrito Federal estima que o ato contará com a presença de 50 mil pessoas, mas essa expectativa ainda não foi atingida.
A estudante de engenharia florestal Paloma Alves, 20 anos, é uma das jovens que compareceu. Ela afirma que o movimento tem extrema importância para a causa ambiental. "O movimento em si é muito importante, e esse ato mais ainda. A presença de vários jovens me fez pensar nisso: que temos que cuidar do meio ambiente, justamente porque ele interfere no nosso futuro", declara a estudante.
A socioambientalista Milene Maia, 51 anos, é mãe de uma das "abelhinhas" e avalia ser essencial trazer essa consciência para sua filha desde cedo. "Eu sinto que estou cumprindo meu papel de ativista dos direitos humanos vindo aqui, e que estou apresentando esse movimento da sociedade civil para minha filha caçula. Todos nós temos o direito de ter um planeta sustentável", declara, empolgada.
A professora de geografia Kátia Garcia, 56 anos, também foi dar apoio ao Ato pela Terra. Ela diz sentir imensa tristeza pelo fato de um ato como este ser necessário. "Todas as pessoas tinham que ter mais consciência de que a floresta amazônica cuida de toda a Terra e de todos os que estão no planeta. A maior parte dessa floresta está em território brasileiro, então, temos que tratá-la com respeito e amor, temos que respeitar nosso país", afirma. A professora ainda acrescenta que a participação dos artistas é muito importante, justamente por conta da visibilidade.
Até a mais recente atualização desta reportagem, o ato ocorria de maneira pacífica e seguia sendo acompanhado pela Polícia Militar do Distrito Federal. O trânsito na Esplanada flui normalmente.
*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer
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