De acordo com o laudo necroscópico do cachorro Flok, produzido pelo Laboratório de Patologia Veterinária da Universidade de Brasília (UnB), o cachorro tinha uma má formação de nascença na traquéia. A dona do cachorro, Larissa Marques informou ao laboratório da UnB que o pet teve um episódio de ficar agitado e arroxeado enquanto tomava banho em outra ocasião.
“Mesmo que o meu cachorro tivesse esse problema, isso não justifica a sua morte. Temos que esperar as investigações, porque até o momento não liberaram as imagens da câmera de segurança e ele estava todo machucado”, explicou Larissa.
O cão da raça Spitz tinha uma condição chamada “hipoplasia traqueal”, que é uma má formação congênita que deixa a traqueia mais estreita do que o normal. “O laudo aponta esse estreitamento, mas todos os cachorros de pequeno porte podem ter. Não é porque o Flok tinha um problema na traquéia que isso justifica a forma como ele morreu. Ele tinha ferimentos na cabeça, manchas roxas pelo corpo e ruptura da artéria por objeto contundente”, declarou a mulher.
Infelizmente, essa patologia acaba limitando a passagem de ar e esse quadro é comum em cachorros de menor porte. Normalmente, os animais apresentam uma espécie de pigarro ou “tosse invertida”. Segundo o laudo, a hipoplasia de Flock era acentuada.
O documento afirma que houve “estresse”, por conta do banho e da tosa. A hipoplasia traqueal pode levar a uma angústia respiratória, que normalmente é discreta. O animal é intolerante à exercícios e pode se cansar com facilidade. A condição leva também à alterações de pressão arterial devido ao aumento de esforço respiratório constante.
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