Um dos suspeitos de matar o motorista Geraldo Iris Gontijo, 51 anos, foi preso pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) na manhã desta quarta-feira (20). Um segundo envolvido, identificado como Higor de Oliveira Silva, 26 anos, é considerado foragido. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 197. O caso está sob investigação pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Valparaíso.
Inicialmente, o caso era tratado como latrocínio (roubo com morte). Contudo, os investigadores identificaram que o alvo na ação criminosa era o passageiro, e não o motorista. Os autores e a vítima sobrevivente teriam se desentendido.
Com a mudança na qualificadora, o suspeito é acusado pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio, pois outra vítima do caso foi encontrada com ferimento de tiro em um setor de chácaras de cidade no Entorno do DF.
“Temos várias testemunhas que comprovam que os dois agentes estavam esperando o motorista e a segunda vítima. Também temos imagens da segunda vítima pegando carona com o motorista que faleceu. E temos a rota do aplicativo, que tem uma corrida não encerrada na região em que os corpos foram localizados”, afirma a delegada Samya Noleto, do GIH de Valparaíso.
Ela deixa alguns conselhos de como os motoristas devem agir para evitar essa violência. "Se for pegar alguma corrida para setores perigosos, que não chegue de imediato e analise a situação. E que analise se o conduzido porta algum tipo de arma. São algumas medidas que dá para tomar", orienta.
O caso
Depois de atender ao chamado, Geraldo seguiu até Valparaíso 2. A polícia acredita que ele tenha sido morto com tiro na nuca no município goiano e, depois, jogado no porta-malas do próprio carro. De acordo com a apuração policial, no Entorno do DF, o suspeito foi atrás de um rival e o baleou diversas vezes. O crime ocorreu depois que ele atendeu uma corrida na madrugada de terça-feira passada (12/1), no Condomínio Porto Rico, em Santa Maria.
A vítima prestava serviços havia cerca de dois anos para empresas de transporte por aplicativo. Como o motorista tinha o costume de sair para trabalhar durante a madrugada, a família não estranhou.
Protesto
Cerca de 100 motoristas de transporte por aplicativo organizaram uma manifestação para pedir segurança e justiça por Geraldo na última quarta-feira (13/01). Com faixas e camisetas pretas, o grupo se reuniu no estacionamento do Estádio Bezerrão, no Gama, e seguiu pela Avenida dos Pioneiros. No mesmo dia da manifestação ocorreu o enterro de Geraldo, às 9h, no Cemitério do Gama.