As mudanças climáticas estão gerando sérios desafios para a habitabilidade de várias regiões do planeta, com impactos diretos para a população idosa. De acordo com estudos recentes, um aumento de apenas 2º C na temperatura média global pode transformar vastas áreas em locais inabitáveis para pessoas com mais de 60 anos. No Brasil, regiões como o Norte e o Centro-Oeste seriam severamente afetadas, colocando em risco a capacidade dos idosos de regular a temperatura corporal.
Atualmente, a temperatura global já subiu 1,5º C desde os níveis pré-industriais, e esse aquecimento tem consequências diretas para a saúde humana, principalmente em áreas expostas a calor extremo. De acordo com pesquisas do King’s College London, áreas equivalentes ao tamanho dos Estados Unidos podem se tornar zonas de calor insuportável, afetando até mesmo pessoas jovens e saudáveis.

Como o calor afeta a fisiologia humana?
O corpo humano tem limites naturais de tolerância ao calor, que, quando ultrapassados, podem resultar em riscos graves à saúde. Existem dois tipos principais de limites de calor: o “incontrolável”, quando a temperatura corporal não pode ser regulada naturalmente, e o “insuportável”, que pode levar a aumentos letais na temperatura corporal.
Nos últimos anos, cerca de 2% da superfície terrestre global já ultrapassou os limites de calor para adultos abaixo de 60 anos. No entanto, esse percentual é muito maior para os idosos, atingindo 20%. Com o aumento de 2º C na temperatura global, essas áreas de risco devem se expandir ainda mais, colocando a saúde de milhões de idosos em perigo.
Quais regiões estão em maior risco?
Regiões como o Saara e o Sul da Ásia são particularmente vulneráveis ao calor extremo. Nessas áreas, as condições climáticas podem se tornar insuportáveis, mesmo para aqueles que estão bem hidratados e protegidos do sol. O calor intenso já tem ultrapassado os limites de tolerância, principalmente para populações idosas.
Esse impacto climático não afeta apenas o bem-estar individual, mas representa uma ameaça significativa à saúde pública. A adaptação a essas condições é urgente para evitar o aumento de mortalidade relacionada ao calor e para melhorar a qualidade de vida das populações vulneráveis.
O que pode ser feito para proteger as populações vulneráveis?
Diante do cenário de calor extremo, é essencial garantir que as populações vulneráveis tenham acesso a ambientes mais frescos e segurança. Desde o início do século, as ondas de calor já causaram centenas de milhares de mortes ao redor do mundo, e a Organização Mundial da Saúde estima que o número de mortes pode ser ainda maior do que o registro oficial indica.
Medidas de adaptação são essenciais, como a construção de abrigos climatizados e a implementação de políticas de saúde pública eficazes para proteger a saúde da população idosa. Além disso, a redução das emissões de gases de efeito estufa é vital para limitar o aquecimento global e prevenir um futuro catastrófico.
Sinais de alerta para problemas de saúde relacionados ao calor
É importante que os idosos, assim como a população em geral, estejam atentos aos sinais de alerta para problemas de saúde relacionados ao calor. Os sintomas incluem transpiração excessiva, fraqueza, tontura, náuseas, dor de cabeça, cãibras musculares e diarreia. Caso algum desses sinais seja identificado, é essencial procurar atendimento médico imediato para evitar complicações graves.