Em pleno século XXI, há uma cidade nos Estados Unidos onde os carros são proibidos por lei e os cavalos ainda são o principal meio de transporte. Essa cidade é Mackinac Island, localizada no estado de Michigan, no meio do Lago Huron. Lá, o tempo parece ter parado — e é exatamente isso que se torna tão especial.
Por que carros são proibidos em Mackinac Island?
A concessão de veículos motorizados na Ilha Mackinac remonta a 1898, quando os primeiros carros foram a circular pela ilha. Os moradores, incomodados com o barulho, o cheiro e o susto que os carros causavam nos cavalos, aprovaram uma lei banindo qualquer tipo de transporte motorizado — e a lei permanece em vigor até hoje.
O objetivo era preservar a tranquilidade, a segurança e o estilo de vida tradicional da comunidade. E deu certo: mais de um século depois, Mackinac Island continua sendo uma das únicas cidades do mundo sem carros.

Como as pessoas se locomovem na cidade?
Sem carros, os moradores e visitantes contam com meios de transporte bem diferentes:
- Charretes puxadas por cavalos são o principal transporte coletivo e turístico.
- As bicicletas são amplamente utilizadas e podem ser alugadas em diversos pontos da ilha.
- A pé: a ilha é compacta e bem sinalizada, incentivando passeios a pé.
- Trens ou tratores puxados por cavalos para transporte de mercadorias.
Até mesmo ambulâncias e carros de bombeiros são abordagens raríssimas e, quando usados, são elétricos ou adaptados para respeitar o estilo da cidade.
Curiosidades sobre a Ilha Mackinac
- A ilha tem cerca de 500 moradores fixos, mas recebe até 15 mil turistas por dia no verão.
- É proibido dirigir carros, motocicletas ou scooters — com multas pesadas para infratores.
- A ilha é famosa por sua arquitetura vitoriana bem preservada.
- Todo ano, ocorre uma corrida de bicicletas ao redor da ilha, que tem apenas 13 km de pistas.
- O Grand Hotel, um dos mais famosos dos EUA, está localizado na ilha e também respeita a tradição sem carros.
Mackinac Island oferece uma experiência única: uma viagem no tempo onde o som das charretes substitui o ronco dos motores , e o ritmo de vida desacelera — literalmente.