NAJA

Cobra do Butantan que estava desaparecida é encontrada

Serpente desaparecida desde o mês passado estava em duto em um laboratório do Instituto

 11/08/2020 Credito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Zoologico de Brasilia. Cobra Naja.
      Caption  -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
11/08/2020 Credito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Zoologico de Brasilia. Cobra Naja. Caption - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O filhote de serpente naja, que estava desaparecido do Instituto Butantan (zona oeste de São Paulo) desde o começo de maio, foi encontrado, vivo, nesta quinta-feira, 6. O animal foi localizado dentro de um duto do Laboratório de Herpetologia da entidade, e está sob os cuidados de pesquisadores e veterinários da instituição.

De acordo com o instituto, o local onde a cobra fica é frequentado apenas por profissionais e pesquisadores do Butantan, e fica distante do espaço aberto para visitantes, como o Parque da Ciência e museus.

A cobra estava desaparecida desde o começo do último mês, mas o sumiço foi divulgado no dia 21 de maio. Para encontrá-la, o Instituto Butantan acionou um plano de contingência próprio para este tipo de situação e realizou uma apuração interna para investigar como o filhote de naja tinha conseguido escapar.

Na ocasião, o instituto levantou a hipótese de o animal ter entrado em um cano do laboratório através de um ralo. Isso porque as câmeras de monitoramento checadas na investigação não captaram nenhuma imagem do animal fora do laboratório.

Sem ter informações durante semanas, os pesquisadores cogitaram a possibilidade da cobra ter morrido no encanamento.

"Nosso filhote foi encontrado no lugar onde a gente imaginava, dentro do próprio laboratório, nos dutos. Ela (a cobra) ficou lá escondida por muito tempo. Nos dutos, ela ficou livre dos predadores do Butantan, ficou protegida e pôde até beber água, que tinha em alguns locais", explicou Giuseppe Puorto, diretor Cultural do Butantan.

"As cobras conseguem ficar muito mais tempo sem comer do que beber. É bom lembrar que ela esteve longe de todo o parque de visitação. Estava no laboratório, junto com os pesquisadores, só que escondidinha durante todo este tempo. E agora, foi finalmente encontrada", completou o diretor.

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postado em 07/06/2024 09:23 / atualizado em 07/06/2024 09:23