Investigação

Polícia faz buscas por advogada em sítio pesquisado por mentor do crime

Local foi vasculhado com ajuda de cães farejadores, mas não foram encontradas evidências

Na quarta-feira (22/5), a Polícia Civil do Rio de Janeiro fez buscas por Anic de Almeida Peixoto Herdy, advogada sequestrada que está desaparecida desde fevereiro, em um sítio em Guapimirim, município que fica a cerca de 88 quilômetros da capital carioca.

Os policiais da 105ª DP souberam do local depois de descobrirem que Lourival Correa Netto Fadiga, réu, preso e apontado como mentor do crime, havia pesquisado o endereço na internet enquanto Anic já estava desaparecida.

O local foi vasculhado com ajuda de cães farejadores das guardas municipais de Petrópolis e Teresópolis. Os agentes chegaram a cavar partes do terreno, mas não encontraram evidências.

Pesquisa

As investigações policiais apontam que Lourival pesquisou a chácara em 13 de março, dois dias depois da data combinada para a liberação da advogada.

Em 11 de março, os sequestradores orientaram o marido de Anic, Benjamin Herdy, a ir a um shopping na Zona Oeste do Rio, onde ela seria solta e Lourival — até então funcionário da família — deixaria R$ 680 mil em uma lixeira no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes.

De acordo com os policiais, Lourival sequer passou pelo local e foi direto para uma concessionária na Barra da Tijuca comprar uma picape de meio milhão de reais e uma moto.

Anic não foi solta. O marido recebeu uma mensagem enviada do celular dela em que ela supostamente dizia ter conhecido uma pessoa e que iria fugir com ela.

Entenda o caso

Anic desapareceu em 29 de fevereiro. A última vez em que foi vista foi no estacionamento de um shopping em Petrópolis, no Rio de Janeiro. No entanto, o caso só foi levado a conhecimento da polícia em 14 de março. Segundo o Ministério Público do estado, Lourival teria convencido a família a não levar o caso para as autoridades.

O marido da advogada, Benjamin Cordeiro Herdy, é herdeiro de uma fortuna e realizou mais de 40 transferências bancárias (que somam cerca de R$ 4,6 milhões) para libertar Anic.

Lourival, suspeito de ser o mentor do crime, trabalhava para a família há aproximadamente três anos. Ele mentiu que era policial federal.

De acordo com o MPRJ, as investigações por enquanto apontam que Anic tenha sido assassinada e teve o cadáver ocultado. Ao Correio, a PCRJ informou que as buscas continuam.

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