Autoridades políticas se manifestam contra as ações que acusam Felipe Neto de crime contra a segurança nacional. Na última segunda-feira (15/3), a Polícia Civil do Rio de Janeiro enviou um mandado de intimação para o youtuber responder sobre uma queixa-crime. A ação policial ocorreu após denúncia do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), motivada por uma postagem em que Neto chama o presidente da República Jair Bolsonaro de genocida.
Deputados federais pretendem levar o assunto para a Câmara. Ivan Valente (PSol-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) protocolaram representação contra o delegado envolvido na denúncia contra o influencer. Durante sessão da Casa, o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) prestou solidariedade ao youtuber e afirmou que “infelizmente, o nosso atual presidente da República é um genocida”. Além disso, as deputadas Vivi Reis (PSol-PA) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) expressaram o desejo de que a Câmara dos Deputados realize audiência pública com Felipe Neto.
Eu e @taliriapetrone protocolamos representação contra delegado que persegue @felipeneto. O mesmo Pablo Costa Sartori havia intimado âncoras do JN quando expuseram rachadinha de Flavio Bolsonaro. Indícios apontam que o delegado abusa de prerrogativas p/ proteger família Bolsonaro
— Ivan Valente (@IvanValente) March 17, 2021
Infelizmente o atual PRESIDENTE é um GENOCIDA. Minha solidariedade ao @felipeneto! pic.twitter.com/vKdDCJLhFy
— Bira do Pindaré (@BiradoPindare) March 16, 2021
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, considerou como “inaceitável a utilização de forças policiais para perseguições político-ideológicas”. Para o advogado, a ação faz parte de um recado “intimidatório e antidemocrático”.
É inaceitável a utilização de forças policiais para perseguições político-ideológicas. Liguei para o @felipeneto, para prestar solidariedade e somar na contundente rejeição a este recado intimidatório e antidemocrático. Recado este que, claramente, não era só para o Felipe. https://t.co/5m601TOOaT
— Felipe Santa Cruz (@felipeoabrj) March 16, 2021
Em uma postagem sobre o apoio de Santa Cruz, o youtuber escreveu: “Não deixem que ninguém espalhe por aí que o meu caso é igual ao caso de criminosos condenados, como Daniel Silveira, Sara Winter e Oswaldo Eustáquio. Chamar um genocida de genocida não é comparável com propagar desinformação intencionalmente, ameaçar ministros, incitar a violência e propagar mensagens pedindo um golpe de Estado”.
Pronunciamento a respeito da acusação de crime contra a segurança nacional.
— Felipe Neto (@felipeneto) March 16, 2021
15/03/2021
Obrigado a todos que assistirem e puderem ajudar com um RT. pic.twitter.com/b3QL7piaNQ
O ex- procurador-geral da República Rodrigo Janot também se manifestou sobre: “Em tese, o que a autoridade policial fez pode ser enquadrada na “nova” lei de abuso de autoridade! Em tese, mas uma tese bem forte e consistente”.
Em tese, o que a autoridade policial fez pode ser enquadrada na “nova” lei de abuso de autoridade! Em tese, mas uma tese bem forte e consistente! https://t.co/Y69diABAL8
— Rodrigo Janot (@Rodrigo_Janot) March 17, 2021
“Vou enfrentar, como sempre enfrentei, as tentativas de silenciamento por parte desse governo. Vou continuar na mesma posição e sem medo, porque esse é exatamente o objetivo principal dessas pessoas”, afirmou Felipe Neto em um vídeo postado nas redes sociais. A crítica do youtuber se baseia na condução do presidente do combate à pandemia. O número total de mortes pela doença no país ultrapassa os 285 mil.
* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer
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