Entre penas, purpurinas e muito samba, o carnaval apresentou ao mundo a alegria do povo brasileiro. A festa mais famosa, e que é a cara do nosso país, rende folia pelo menos por cinco dias. Tempo de sobra para cair na farra fantasiado, encher a casa de amigos ou então, pegar a estrada. Neste último caso, uns escolhem ir para o epicentro da festança e outros, se refugiar em algum lugar bem tranquilo, recarregando as energias próximo à natureza.
Para nós, brasileiros, é difícil imaginar lugar melhor para pular e cair na festança. Entretanto, a data é comemorada ao redor do mundo. Vamos deixar claro que sem o grande esplendor da festa nacional, vamos puxar a sardinha para o nosso lado, obviamente. Este é o momento de união e patriotismo.
Por se tratar de uma festa de raízes religiosas, o carnaval é conhecido em todos os lugares que tem como fé o cristianismo, mesmo que não predominantemente. Ele ocorre no período de pré-quaresma católica. Diferente do que se pensa, a festa não teve início em terras tupiniquins, mas o formato hoje conhecido foi inaugurado na França, ainda na Idade Média. Outros países europeus e o Brasil inspiraram-se nas comemorações de rua e importaram o modelo de sucesso.
Aqui, todos os estados têm seus festejos de rua, muita gente pulando ao som animado dos trios elétricos que invadem os centros das cidades. Mundialmente conhecida, a festa carioca arrebata o coração de muitos turistas, que experimentam vir ao Brasil só para verem de perto os desfiles dos carros alegóricos e das musas sambando a todo vapor na passarela do Sambódromo. Na disputa, as festas de Salvador também têm lugar cativo no coração dos brasileiros e gringos visitantes.
Essa festa que é bonita de ver está presente em outras culturas, vamos voar pelo mundo e descobrir onde mais a folia faz a cabeça dos mais animados.
Ásia
O mais famoso carnaval asiático ocorre na Terra do Sol Nascente. Conhecido por Matsuri, ele acontece em período diferente do nosso. Bom que dá pra aproveitar aqui e lá! As festas têm início sempre no final de agosto, durante o verão oriental. Lindo e colorido, ainda com as cerejeiras em flor, as pessoas invadem as ruas do bairro Asakusa, em Tóquio.
É lá que ocorre o segundo maior festejo de carnaval do mundo, perdendo, claro, só para o Brasil. Os desfiles contam com mais de cinco mil participantes, divididos em mais de 15 escolas de samba. É, samba! Os japoneses mostram que por lá, também existe samba no pé e muito sorriso, durante o Asakusa Samba Carnival.
Europa
As ruas parisienses se enchem de alegria e cores há alguns séculos e esta comemoração não poderia estar fora da lista. Os desfiles ocorrem no percurso entre a Praça Gambetta Paris XX e vão até a Praça Baudoyer. Festança liberada para todas as idades e públicos, ocorrendo no período da tarde, das 13h30 às 19h.
Outra famosinha é a folia de Veneza, na Itália. Um toque de elegância premia os festejos italianos que são repletos de jantares, concertos e óperas, além dos famosos bailes de máscaras. Tradição européia nos ares. As ruas também abrem espaço para desfiles e um mar de gente fantasiada.
Oceania
Inspirada no francês Mardi Gras, a farra australiana abre as ruas de Sydney para um desfile supercolorido e animado. As atrações são inúmeras, têm opções culturais como peças de teatro e exposições, há as farras na rua com direito a trio elétrico na potência máxima, há opções tranquilas para levar a família e a criançada, como agradáveis piqueniques em parques. A cidade toda entra em festa e as pessoas caem na gandaia.
Com uma pegada mais política, o Mardi Gras também é o momento para o público LGBTQ tomar as praças e estenderem as lindas bandeiras de arco-íris. Amor e respeito são palavras-chave nessa folia bonita.
África
Lá a alegria é característica ímpar, assim como aqui no Brasil. Aliás, as semelhanças são muitas entre os dois festejos. A cidade do Cabo, na África do Sul, é a detentora da maior folia de carnaval do continente africano. Carros alegóricos e pessoas fantasiadas atraem a atenção dos moradores de países vizinhos. A festa tem o propósito de multiplicar a diversidade e abrandar o preconceito.
Inspiração não falta para pintar os rostos e as alegorias. A natureza selvagem e árida dos desertos e savanas sempre aparecem como referência de fantasias. Além, é claro, da rica cultura das tribos.
* Estagiária sob supervisão de Taís Braga
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