Moro era visto como um escudo para evitar interferências políticas nas atividade policial. A saída dele do governo levanta preocupações de entidades de classe da área de investigação. O temor se espalha tanto dentro da própria PF quanto em unidades da Polícia Civil de todo o país, que temem perdas consideráveis no combate a criminalidade, a corrupção e ao tráfico de drogas e as milícias.
Dentro da PF, a conversa de bastidores é que o órgão está sob ataque, e mais do que nunca está com sua autonomia ameaçada. Esse tipo de receio não ocorreu mesmo durante as fases mais amplas das Lava-Jato, que atingiu a cúpula do Poder Executivo e do Legislativo, levando para a cadeia o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Câmara, Eduardo Cunha.
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Em nota, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ), que representa delegados das policias civis de todos os estados, afirmou que “a Polícia Federal, bem como todas as Polícias Civis, são instituições de Estado que devem se ocupar do exercício de suas funções para o atendimento da sociedade, sendo o seu uso político verdadeira afronta aos fundamentos do Estado Democrático de Direito”.